Os Dez Mandamentos - Desejo Controlado
Êxodo 20.17
Ouve-se, com frequência, histórias interessantes de mulheres que acentuam os seus desejos por ocasião da gravidez. A sensibilidade feminina se torna bastante aguçada nesta fase tão linda da gestação da vida.
E vale celebrar, pois o milagre da vida continua a ser um desafiante mistério para todos. Mas, o desejo não é privilégio apenas das grávidas. Em maior ou menor proporção, todas as pessoas têm desejo. E isto identifica a nossa humanidade e normalidade, como seres criados à imagem e à semelhança de Deus.
Desde os tempos mais remotos, a humanidade sente esta marca muito forte que gera conflitos, provoca incômodo e problemas de toda a sorte. E isto interfere bastante em nossa caminhada e merece toda a nossa atenção, pois precisa de um tratamento de conformidade com as Escrituras Sagradas.
Quando Deus ordenou: não cobiçarás - não pretendia inibir os desejos do coração humano, mas, sim, orientar a nossa conduta para o bem. Aliás, os mandamentos não podem ser vistos como proibições, e sim, normas de vida que facilitam e aperfeiçoam a nossa caminhada.
Quando Moisés passou as santas instruções do Senhor (Êx 20), ele apresentava um programa orientador para o povo que vivia no deserto e haveria de conquistar a terra prometida.
Nesta nova terra, o povo enfrentaria situações novas, gente diferente e problemas diversos. Então, vem a Palavra do Senhor (não cobiçarás) como se lhes dissesse: controlem os seus desejos, principalmente no que envolve a casa do próximo.
E nós, que vivemos a milhares de anos daquela época, como devemos agir? O que este mandamento nos ensina? Vale chamar a atenção para algumas considerações a respeito do 10° Mandamento, que nos ensina:
E vale celebrar, pois o milagre da vida continua a ser um desafiante mistério para todos. Mas, o desejo não é privilégio apenas das grávidas. Em maior ou menor proporção, todas as pessoas têm desejo. E isto identifica a nossa humanidade e normalidade, como seres criados à imagem e à semelhança de Deus.
Desde os tempos mais remotos, a humanidade sente esta marca muito forte que gera conflitos, provoca incômodo e problemas de toda a sorte. E isto interfere bastante em nossa caminhada e merece toda a nossa atenção, pois precisa de um tratamento de conformidade com as Escrituras Sagradas.
Quando Deus ordenou: não cobiçarás - não pretendia inibir os desejos do coração humano, mas, sim, orientar a nossa conduta para o bem. Aliás, os mandamentos não podem ser vistos como proibições, e sim, normas de vida que facilitam e aperfeiçoam a nossa caminhada.
Quando Moisés passou as santas instruções do Senhor (Êx 20), ele apresentava um programa orientador para o povo que vivia no deserto e haveria de conquistar a terra prometida.
Nesta nova terra, o povo enfrentaria situações novas, gente diferente e problemas diversos. Então, vem a Palavra do Senhor (não cobiçarás) como se lhes dissesse: controlem os seus desejos, principalmente no que envolve a casa do próximo.
E nós, que vivemos a milhares de anos daquela época, como devemos agir? O que este mandamento nos ensina? Vale chamar a atenção para algumas considerações a respeito do 10° Mandamento, que nos ensina:
1 - A PROTEÇÃO CONTRA AS AMBIÇÕES ERRADAS
Os últimos mandamentos mencionados (não adulterarás, Não matarás, não furtarás) proíbem atos consumados. Já o último mandamento condena também as intenções más, alimentadas no coração humano.Segundo o Rev. Hans Urich Reifler, pastor suíço, a palavra hebraica bíblica para cobiça, refere-se aos sentimentos íntimos que revelam como intrigas para se apoderar dos bens do próximo.
Já em grego, segundo o mesmo autor, há três palavras diferentes que traduzem a ideia da cobiça. Observa-se, porém, que em síntese elas indicam o desejo incontrolável de possuir o mundo e os seus bens materiais, poder, influência e prestígio, ou o amor desordenado pelo mundo, e mesmo intenção impura, desejo ardente. Agostinho definiu cobiçar como desejar mais do que é suficiente.
Originalmente, cobiçar é mais do que simplesmente desejar algo; frequentemente relaciona-se a tomar providências para se apossar de algo, planejando, arquitetando, almejando andar nos caminhos dos outros. Houve momentos na história de Israel em que a cobiça incentivou o povo e lhe trouxe duras consequências.
São exemplos:
• a construção do bezerro de ouro (Ex 32),
• a murmuração do povo no deserto (Nm 11.4),
• o pedido de um rei para Israel (I Sm 8),
• a cobiça e o adultério de Davi (I Sm 11),
• a cobiça de Acabe pela vinha de Nabote (I Rs 21.1-7), dentre outros.
Por isto, a Palavra considera a cobiça abominação ao Senhor (Dt 7.25); e o apóstolo Paulo a coloca como característica dos gentios (Ef 4.19), idolatria (Cl 3.5) heresia (I Ts 2.5), raiz de todos os males (I Tm 6.10).
Na verdade, os seres humanos têm desejos vários; muitas vezes, inclinados para o que não lhes pertence. É preciso haver coragem para examinar as nossas motivações ou intenções, verificando se elas procedem da cobiça, inveja ou ambição.
Há bastante diferença entre simplesmente admirar algo e cobiçá-lo. Por exemplo: apreciar a arquitetura de uma construção, ou a plástica de um automóvel ou a beleza de uma mulher, é diferente de cobiçar, isto é, desejar além do normal e dispor-se a conquistá-lo a qualquer preço.
É conhecida a sugestão do Dr. Billy Graham que alerta para os perigos do segundo olhar, entendendo que, normalmente, o primeiro olhar implica admiração, depois envolve tentação.
A experiência dos nossos primeiros pais é significativa, pois antes de comerem do fruto proibido foram tentados a desejá-lo. Antes do ato propriamente dito, havia a intenção errada de possuí-lo. Neste espírito é que aprendemos a orar: não nos deixe cair em tentação. A tentação em si não é pecado; mas ela pode conduzir ao pecado. E preciso corrigir as nossas ambições e desejos errados!
2 - O RESPEITO PELAS COISAS ALHEIAS
O mandamento também nos ensina a respeitar o que não nos pertence. Mais do que praticar o adultério, o furto, o assassinato, o 10° Mandamento condena desejar ambiciosamente estas práticas.Vivemos numa época onde o apetite é bastante estimulado. A mídia chega a nos agredir com imagens que procuram despertar os nossos desejos mais íntimos. Naturalmente, a propaganda pretende promover a venda de seus produtos. Mas, chega à apelação.
Isto não apenas nas questões sexuais, pois em uma sociedade tipicamente capitalista, o maior interesse diz respeito ao consumo. Produtos de toda a sorte nos estimulam a desejar mais e mais as novidades para a casa, o escritório, o automóvel; somos tentados constantemente às diversões, à busca do prazer, às compras; vestes, jogos, eletrodomésticos, viagens, equipamentos etc e etc; passam a fazer parte dos nossos sonhos que. mal direcionados conduzirão â cobiça.
Como diz o apóstolo: cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido gera o pecado; e o pecado uma vez consumado, gera a morte (Tg 1.14,15).
Não sugerimos a ninguém ignorar os inúmeros recursos que facilitam, aperfeiçoam e beneficiam a nossa vida, nem tampouco acomodar-se a um pequeno mundo.
Mas, sim, que cada pessoa verifique as suas reais motivações e condições, não dando passo maior do que as pernas e assumindo encargos que são fruto da cobiça de seu coração.
Há especialistas hoje que responsabilizam a mídia pela violência e criminalidade que invadem a nossa vida moderna; pessoas sem condições e sem controle são estimuladas e, só veem o caminho do roubo, do estupro, de assassinato, para saciar os seus desejos, apropriando-se do que não lhes pertence.
A casa do próximo é fruto de seu esforço; a mulher, resultado de sua conquista; e os demais bens são adquiridos com recursos próprios. Desejar o que pertence ao próximo se constitui em uma quebra de outros mandamentos, tais como adulterar e furtar. É importante haver respeito pelo que pertence a outrem.
3 - O ESTÍMULO AOS DESEJOS LEGÍTIMOS
Não são poucos os que criticam os cristãos por serem reprimidos. Acusam a religião por sufocar os desejos legítimos do coração humano.Há procedência nesta acusação, pois há muita gente crente que se cobra em demasia, fazendo de sua religião algo enfadonho, triste, pesado. Torna-se necessária uma avaliação das posturas adotadas, pois nem todas encontram embasamento bíblico.
Mas, por outro lado, é preciso estudar o assunto biblicamente para encontrar respostas aos nossos anseios. Os mandamentos contém aspectos positivos que precisam ser cultivados, como ensina o apóstolo Paulo: sejais uma bênção e não uma avareza, como traduz Martinho Lutero (II Co 9.5).
Há remédio na Palavra para enfrentar a cobiça. Por exemplo:
• ler e meditar na Bíblia, motivos de prazer do justo (SI 1);
• crucificar a carne e andar no Espírito (G1 5.16-24);
• purificar o coração (Mt 5.8,28);
• orar e buscar ao Senhor (Tg 4.2);
• trabalhar honestamente e assistir aos carentes (At 20.33-35; Ef 4.28);
• crer na providência de Deus e alegrar-se com o que possui (I Tm 6.8) etc.
• Isto, além de concentrar o pensamento no que é saudável (Fp 4.8,9).
Comentando este mandamento, o reformador João Calvino entende que o seu propósito é que Deus deseja que toda a alma seja possuída do afeto, do amor e que as disposições não nos insinuem qualquer pensamento que nos mova à concupiscência danosa e tendente ao detrimento de outrem... que tudo quanto concebemos, deliberamos, queremos, intentamos, seja isso associado com o bem e proveito do próximo. De igual modo, diz o ditado popular: mente vazia é oficina do Diabo.
É importante encher-se do Espírito, para transbordar graça, amor, misericórdia. Para satisfazer aos desejos do nosso coração é preciso primeiramente agradar ao Senhor (SI 37.4).
Diz Robert Murray que considera o coração como pólvora: qualquer centelha pode incendiá-lo. É preciso sempre mantê-lo umedecido com o orvalho do Espírito Santo. Eis o santo remédio para controlar os nossos desejos!
DISCUSSÃO
1. Dizem por aí que devemos agir de acordo com o nosso coração. Esta filosofia de vida está correta? Por quê?2. Ao pretendermos fazer alguma aquisição, quais os critérios a serem observados para evitar a inveja e a cobiça ?
3. Como controlar os nossos desejos?
Autor: Rev. Wilson Emerick de Souza