| A Transfiguração, Como Explicar? |
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Podemos afirmar categoricamente que os fatos que constatamos no episódio da transfiguração, no monte Hermom (Mt 17.1-3), não fundamentam, de forma alguma, uma sessão espírita ou um processo de reencarnação. |
Estudos Gospel
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A Circuncisão e a Nova AliançaA circuncisão fez parte da aliança abrâmica, expressa na seguinte ordenança:
A circuncisão era um sinal que indicava a aceitação aos termos do concerto e a submissão a Deus. Era, em última análise, um ato de fé, pela qual recebiam a justiça divina (Gn 15.6,17.14). No tempo presente, estamos sob os auspícios de uma nova aliança:
A nova aliança foi selada com o sangue de Jesus, com seu sacrifício voluntário, com sua morte expiatória:
A nova aliança é superior à antiga:
A novidade do novo concerto é a graça que é concedida à pessoa que se arrepende do pecado e crê em Cristo como Senhor e Salvador (At 2.38; Ef 2.8), tenha cumprido a circuncisão ou não. Foi esta a conclusão a que chegaram Paulo, Barnabé, Pedro, Tiago e outros discípulos reunidos em assembléia, em Jerusalém, para decidirem se os gentios convertidos deveriam ser circuncidados, como imaginavam os judeus. Segundo estes, o cumprimento do rito mosaico era indispensável à salvação. A carta com a decisão tomada por apóstolos e anciãos foi enviada
Nota-se que o Espírito Santo dirigiu os trabalhos dessa conferência, guiando os apóstolos a tomarem decisão de acordo com a vontade de Deus.
Então, por que Paulo permitiu que Timóteo fosse circuncidado embora sabendo que a circuncisão não era necessária à salvação (At 16.1-3)? Pode ter sido para facilitar a evangelização entre os judeus:
Quaisquer que sejam os motivos, o ato isolado de Paulo não anula a decisão tomada em assembléia, sob a direção do Espírito Santo.
Jesus, sendo judeu, cumpriu a circuncisão. Como justificar? Jesus nasceu sob a égide da antiga aliança e das cerimônias judaicas. Exemplo: foi batizado no batismo de arrependimento de João Batista; foi apresentado ao Senhor, com a oferta de um par de rolas ou dois pombinhos, conforme Levíticos 12.8, e celebrava a páscoa dos judeus (Mt 26.17-20). Mas, depois do estabelecimento da Nova Aliança no Seu sangue, que nos trouxe as Boas Novas da salvação pela graça e pela fé, não estamos obrigados ao cumprimento de tais ordenanças. No novo pacto em Cristo, recebemos uma circuncisão espiritual que remove o velho homem e nos afasta do pecado. A circuncisão retirada de parte do prepúcio - simbolizava o relacionamento dos israelitas com Deus e o afastamento do pecado. Em Jesus, somos novas criaturas; as coisas velhas já passaram, tudo se fez novo (1 Co 5.17). A luta de Paulo no combate à circuncisão como indispensável à salvação continuou por muito tempo. Falsos mestres tentavam impor o fardo da circuncisão que em Cristo é completamente dispensável. Vejamos: Depois de ensinar a inutilidade da circuncisão e realçar o valor do cumprimento da lei, Paulo diz que a verdadeira circuncisão é a do coração, no espírito, não na letra... (Rm 2.25-29). Mais adiante declara que
Ora, se desejarmos obter salvação pelo cumprimento da lei, estaremos perdidos.
Na primeira carta aos coríntios Paulo aperta o cerco contra os adeptos da circuncisão como forma de alcançar graça. Vejam: Foi alguém chamado, estando circuncidado? Fique circuncidado. Foi alguém chamado estando incircuncidado? NÃO SE CIRCUNDE. Declara, ainda, que circuncisão e incircuncisão para nada servem no novo pacto, mas muito vale a observância dos mandamentos de Deus. De forma clara e inequívoca ensina que cada um permaneça na situação em que estava quando foi chamado (1 Co 7.18-22). Paulo adverte duramente os irmãos em Gálatas, dizendo que não estamos mais sob o jugo da escravidão, pois Cristo nos libertou; aquele que se deixa circuncidar está fora da graça de Cristo; que circuncisão nada vale, mas o que importa é a fé operada no amor; diz que
Mais adiante declara sem rodeios:
Os colossenses são advertidos de que
Os filipenses também receberam a devida orientação (Fp 3.2,3).
As Boas Novas invalidam a totalidade das Escrituras do Antigo Testamento?
Não obstante, o novo concerto não invalida a totalidade das Escrituras do AT, mas apenas as do pacto mosaico, pelo qual a salvação era obtida mediante a obediência à Lei e ao seu sistema de sacrifícios. O AT não está abolido; boa parte da sua revelação aponta para Cristo, e por ser a inspirada Palavra de Deus, é útil para ensinar, repreender, corrigir e instruir na retidão (Bíblia de Estudo Pentecostal). Concluindo, os cristãos não estão sujeitos ao ritual da circuncisão, salvo se por necessidade terapêutica. Autor: Pr Airton Evangelista da Costa |
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