Estudo Bíblico Três Passos Para a Salvação


A Vontade de Deus é que todo o homem seja salvo e chegue a ter o pleno conhecimento da verdade (I Tm 2.4).

É necessário que se entenda que a salvação é nos dada de Graça apenas pelo ato de nós crermos que Jesus é o Filho de Deus, morreu pelos nossos pecados e depois Deus o ressuscitou dos mortos.

Agora se você quer herdar o Reino de Deus é necessário esforçar-se negando a si mesmo, não fazendo mais a sua vontade mais a Vontade de Deus, sendo um verdadeiro discípulo de Jesus. Há duas palavras que indicam como herdar o Reino de Deus :

1. (Mt 11.12) Desde os dias de João Batista até agora, o reino dos céus é tomado por esforço, e os que se esforçam se apoderam dele. (é necessário esforçar-se para entrar no reino)

2. (Mt 28.19-20) Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-os a guardar todas as coisas que vos tenho ordenado.

Vejamos agora os três passos para se obter a salvação:

1. Ter sido salvo por Jesus Cristo, isto é, ter tido a experiência do novo nascimento, como Jesus diz em Jo 3.1-7.

Estar salvo significa ter sido vivificado, ou seja, ter sido ressuscitado espiritualmente. O homem, com efeito, - sem nenhuma excepção - está morto nos seus pecados porque o pecado a que ele serve o recompensa com a morte ( Rm 6.23), pelo que ele não tem vida em si mesmo, e necessita ser vivificado, e quem foi vivificado foi salvo enquanto quem ainda não foi vivificado está ainda perdido. Isto é o que se evidencia destas palavras de Paulo aos santos de Éfeso: "

E vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência.

Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também.

Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus; para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça pela sua benignidade para connosco em Cristo Jesus.

Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Ef 2.1-9). Como podes ver, primeiro Paulo diz a esses crentes que antes eles estavam mortos nos seus pecados mas Deus os tinha vivificado e ressuscitado com Cristo, para mostrar a sua imensa graça.

Por isso ele depois diz a esses crentes que eles foram salvos pela graça. Portanto, por salvação a Bíblia entende uma ressurreição espiritual, uma ressurreição que se experimenta por meio de Cristo, com efeito, o apóstolo diz que Deus nos mostrou a sua benignidade em Cristo.

O que significa isto? Significa que o homem morto nos seus pecados é vivificado pela sua fé no Cristo de Deus, porque é somente pela fé em Jesus Cristo que se obtém a remissão dos pecados, a justificação.

De facto, como a morte espiritual entrou no mundo por meio de um só homem, isto é, Adão, também a ressurreição espiritual entrou neste mundo mediante um único homem, isto é, Jesus Cristo. É de facto mediante a sua morte ocorrida na cruz pelos nossos pecados, que a justificação que dá vida se estendeu a todos os homens ( Rm 5.18);

nota bem que é chamada justificação que dá vida precisamente porque vivifica quem a recebe. E esta justificação se pode obter somente mediante a fé no seu nome. Nós a obtivemos e te podemos assegurar que ela nos deu vida, a vida que nós antes não tínhamos estando também nós mortos nos nossos velhos pecados. Mas graças sejam dadas a Deus que teve piedade de nós, piedade das nossas iniquidades que cancelou num instante mediante o sangue de Cristo.

Agora podemos dizer com absoluta certeza que estávamos mortos, mas agora vivemos por causa de Cristo. Estar salvo significa ter sido libertado da escravidão do pecado, com efeito, Paulo escreveu aos crentes que estavam em Roma: "Mas graças a Deus que, tendo sido servos do pecado, obedecestes de coração à forma de doutrina a que fostes entregues. E, libertados do pecado, fostes feitos servos da justiça" (Rm 6.17-18).

Esta libertação, também ela obtida pela fé em Cristo, é uma coisa que se sente profundamente; e permite a quem a recebeu poder dizer com absoluta certeza não ser mais escravo da iniquidade, do vício e da concupiscência.

Para explicar este conceito com um termo de comparação facilmente compreensível, é como se um homem depois de ter estado com mãos e pés atados com grossas cordas por longos anos a um certo ponto vem alguém que rompe essas cordas e ele readquire a liberdade de movimento. É como se um escravo, submetido por anos a uma dura e áspera servidão por parte do seu senhor, a um certo ponto, readquiriu a liberdade em virtude do facto de alguém ter vindo e o ter libertado gratuitamente desse jugo.

Não achas que um ser humano que experimenta uma tal libertação, possa dizer com absoluta certeza ter sido libertado? Certamente, e assim é com quem experimenta a libertação do pecado pela fé em Cristo Jesus, ele se sente finalmente livre desse jugo do pecado que com as suas forças jamais teria podido quebrar porque é mais forte do que ele.

Não te iludas, "todo aquele que comete pecado é escravo do pecado" (Jo 8.34), e este o domina, o vence, prevalece contra ele porque é mais forte do que ele, e pode ser libertado dele só por Jesus Cristo, e se Ele o libertar verdadeiramente será livre ( Jo 8.36). Nós que experimentámos esta libertação testificamos que as coisas são verdadeiramente assim.

Estar salvo significa também possuir a vida eterna conforme está escrito: " Aquele que crê tem a vida eterna" (Jo 6.48) e também: "Estas coisas vos escrevi a vós, os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna " (1 Jo 5.13).

Portanto quem está salvo está também seguro de que quando morrer continuará a viver com o Senhor no céu, porque esta é a morada para onde vão os salvos. Os apóstolos que eram homens salvos tinham esta certeza, eis o que diziam: "Por isso estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor (Porque andamos por fé, e não por vista).

Mas temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor" (2 Co 5:6-8). Como podes ver também neste caso a fé está no centro de tudo, com efeito, a vida eterna como a justificação e a libertação do pecado se obtém por meio da fé em Cristo Jesus.

Ter a vida eterna naturalmente significa não ter mais medo da morte. Que medo pode ter de facto um homem de um evento que marcará a sua passagem desta vida para uma vida melhor? Nenhum. Eis por que o apóstolo Paulo chamava o morrer "ganho" (Fp 1:21) e dizia ter o desejo de partir do seu corpo, porque sabia que ir com Cristo era uma coisa muito melhor do que viver nesta terra, porque lá no céu não há mais dores e sofrimentos, porque reina um gozo e uma paz perfeita.

O contrário de quanto porém sucede na outra morada ultraterrena que é o inferno, para onde vão as almas dos perdidos, daqueles que morreram nos seus pecados, com efeito, no inferno reina o caos, e há pranto e ranger de dentes (assim disse Jesus Cristo e nós o cremos firmemente). Lugar terrível portanto, para o qual estás indo também tu que ainda estás morto nos teus pecados, perdido e escravo do pecado.

Porventura não sabias sequer que existia este lugar terrível para as almas dos perdidos, o descobriste só agora, mas de qualquer modo tinhas na mesma medo da morte porque não sabias o que te esperava depois de morto, estavas certo que continuarias a viver mas não sabias exactamente onde, e não sabias se neste lugar estarias bem ou mal; tudo isto te enchia de medo.

Agora portanto sabes para onde estás indo, para onde te leva o tipo de vida que fazes, as coisas as sabes, mas sobretudo sabes que para escapar a este terrível e horrendo fim tens que experimentar a salvação que te é oferecida através de Jesus Cristo, através da fé no seu nome. Sim, porque tu podes ser salvo das chamas do inferno só crendo em Jesus Cristo.

Portanto para obter a salvação é necessário crer em Jesus Cristo, o Filho de Deus. Mas atenção, não simplesmente crer que Ele tenha existido, mas crer também que Ele morreu sobre a cruz pelos nossos pecados e três dias depois ressuscitou dentre os mortos, segundo as Escrituras proféticas (de facto tanto a sua morte como a sua ressurreição tinham sido preditas por Deus, por meio dos seus profetas, séculos antes de acontecerem), e apareceu vivo a muitos.

Que se é salvo mediante esta fé o testifica ainda o apóstolo Paulo quando lembra aos santos de Corinto o Evangelho que ele lhes tinha anunciado; escuta o que lhes diz o apóstolo: "Vos notifico, irmãos, o evangelho que já vos anunciei; o qual também recebestes, e no qual também permaneceis.

Pelo qual também sois salvos se o retiverdes tal como vo-lo tenho anunciado; se não é que crestes em vão. Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E que foi visto por Cefas, e depois pelos doze.

Depois foi visto, uma vez, por mais de quinhentos irmãos, dos quais vive ainda a maior parte, mas alguns já dormem também. Depois foi visto por Tiago, depois por todos os apóstolos. E por derradeiro de todos me apareceu também a mim, como a um abortivo" (1 Co 15:1-8). Aquilo pois que tens que fazer para ser salvo é crer, somente crer nestas coisas. "Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo" (At 16:31), eis a boa notícia que te trago em nome do Senhor a ti que ainda estás perdido.

Se portanto és um Católico Romano, não tens que te esforçar para ser bom ou valente para ser salvo; não tens que fazer peregrinações, não tens que dar esmolas, recitar mecanicamente orações dirigidas ora a este ora àquele outro santo, não tens que fazer jejuns, não tens que ir à missa, não tens que te ir confessar ao padre pelo menos uma vez por ano, não tens que mortificar a tua carne e fazer tantas outras coisas; e se és uma Testemunha de Jeová não tens que ir de casa em casa levar a revista da Torre de Vigia que ainda por mais contém heresias de perdição; todas estas coisas não te servem absolutamente para nada, fazê-las é tempo perdido, não te podem trazer algum benefício.

O preço da tua salvação já o pagou plenamente Cristo Jesus quando morreu sobre a cruz e derramou o seu precioso sangue; a ti não resta mais nada para fazer senão aceitar a salvação que ele adquiriu com o seu sangue, aceitar este tão grande dom que Ele quis dar-nos vindo a este mundo.

Ele que estava na glória junto de seu Pai, Ele que era em forma de Deus, quis na verdade vir a este mundo tomando a forma de servo e tornando-se semelhante aos homens, para se humilhar até se dar a si mesmo na cruz pelos nossos pecados, pelas nossas transgressões; em outras palavras para nos doar por meio do seu sacrifício a remissão dos pecados, a justificação que dá vida, a salvação eterna.

2. Estar em obediência e submissão “para com” os “guias”, isto é, para com aqueles irmãos que servem à igreja em vários serviços tais como: irmãos de encargo, auxiliares eclesiásticos, colaboradores, líderes de ministérios, presbíteros (Hb. 13.17).

Além de infeliz, o rebelde leva os que o cercam à derrota, à aversão, por exemplo, aos grupos familiares. Decerto, é o diabo que inspira à insubmissão. Deus o guarde desse estado mau de desobediência.

Para resolver essas questões precisamos entender o sentido real entre submissão e obediência.

Numa óptica geral; as duas palavras são sinônimas, porém se estudar mais profundamente o sentido de cada uma delas, veremos que, em certos pontos, elas divergem em idéias.

Submissão é disposição para aceitar um estado de dependência. Enquanto obediência é uma disposição para aceitar a vontade de alguém. Logo, podemos dizer que a submissão é uma questão de atitude, en¬quanto a obediência é uma questão de conduta. Para com Deus, a submissão e obediência devem estar no mesmo patamar, o “absoluto”. Porém no texto chave Paulo diz que; são merecedores de dupla honra os que “presidem bem”.

Que dupla honra é essa? Submissão e obediência! Mas, e quanto aos que presidem mal? Lembremo-nos que não existe autoridade que não provêm de Deus (Rm 13.1).

Logo, se nos portarmos de forma insubmissa, quebramos o preceito de autoridade delegada por Deus e “nos” constituímos autoridade. Então, não estamos replicando a conduta dos lideres, mas, também, a autoridade de Deus que é quem a delega.

Se não obedecemos aos líderes, nos tornamos rebeldes (1 Sm 15.13“Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e a obstinação é como a iniqüidade de idolatria”).

Mas e quanto a obediência? Vejamos os seguintes exemplos:

1. As parteiras e a mãe de Moisés, todas deso¬bedeceram ao decreto de Faraó preservando a vida de Moisés. Mas foram consideradas mulhe¬res de fé.

2. Os três amigos de Daniel recusaram-se a adorar a imagem de ouro erigida pelo rei Na¬bucodonosor. Desobedeceram à ordem do rei, mas submeteram-se ao fogo do rei.

3. Ignorando o decreto real, Daniel orou a Deus; não obstante submeteu-se ao julgamento do rei sendo lançado na cova dos leões.

4. José pegou o Senhor Jesus e fugiu para o Egito para evitar que a criança fosse morta pelo rei Herodes.

5. Pedro pregou o evangelho embora fosse con¬tra a ordem do concílio governante, pois declarou que importava antes obedecer a Deus do que aos homens. Mas submeteu-se quando foi levado à prisão.

Estes não se portaram como rebeldes, uma vez que ainda se submetiam àqueles que esta¬vam em posição de autoridade.

A obediência, entretanto, não pode ser absoluta. Algumas au¬toridades têm de ser obedecidas; enquanto outras não deveriam, especialmente em questões que atingem os fundamentos cristãos.

3. Estar em unidade plena com a Igreja (I Co. 1.10). Estar em unidade com a Igreja é estar falando “todos a mesma cousa”, ou não criando “divisões”, ou não envenenando pessoas no meio da Igreja, criando inimiga “disposição mental”, opondo-se ao “mesmo parecer” agradável ao Espírito Santo.

Quando você vir alguém não cumprindo I Co 1.10, ore por ele e repreenda-o. Afaste-se dele: é “pedra de tropeço”. Preste atenção em I Co 10.32, que diz: “Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem tampouco para a Igreja de Deus”.

Veja e medite no Sl 133:1-3
“Oh! Como é bom e agradável viverem unidos os irmãos! É como o óleo precioso sobre a cabeça, o qual desce para a barba, a barba de Arão, e desce para a gola de suas vestes. É como o orvalho do Hermom, que desce sobre os montes de Sião. Ali, ordena o SENHOR a sua bênção e a vida para sempre.” (Sl 133:1-3 )

O assunto levantado pelo salmista é um dos assuntos principais que deve nos preocupar como crentes - a unidade entre os verdadeiros filhos de Deus.

Devemos começar e continuar com a Palavra de Deus, o único guia seguro hoje ou em qualquer outra época. Salmo 133 é um ótimo lugar para começar.

É um dos "cânticos de degraus" de Davi. "cântico de degrau" quer dizer cântico de subida. Eram os salmos cantados pelas processões de peregrinos enquanto subiam o monte Sião na época das grandes festas.

O salmo expressa a alegria do salmista na época duma destas grandes festas ao olhar sobre Jerusalém e aos seus arredores. Ele vê todo Israel reunido junto em adoração ao Senhor. Captura em poucas palavras a harmonia e a paz de tal ocasião.

I A BASE DA UNIDADE v.1 "irmãos".
II A BELEZA DA UNIDADE v.1 "quão bom e quão suave".
III A BENEFÍCIO DA UNIDADE vs.2-3.

Duas ilustrações:

A. O ÓLEO precioso do ungimento do sacerdote v.2.

B. O ORVALHO de Hermom v.3.

UNIDADE - o que quer dizer?
Significa ser um só, ser unido, em harmonia, estar de acordo, estar em paz uns com os outros.

I- A BASE DA UNIDADE v.1 "irmãos".

O apelo do nosso Deus para unidade não é feito para o mundo inteiro. Existe muito pensamento vago hoje de união, paz e harmonia sem ter base nenhuma na realidade.

A unidade aqui é entre os que são "irmãos" ou sejam, genuínos filhos de Deus, verdadeiros crentes que por base da obra redentora de Cristo na Cruz de Calvário tem se entregado a Ele, reconhecendo-o como Senhor e Salvador.

"O ponto de partida ao concedermos o problema da unidade deve ser sempre a regeneração e a fé‚ na verdade. Nada mais produz a unidade e, ela é impossível fora disso."

Esta é a unidade de Ef 4:4-6.

Reconhecendo esta unidade espiritual em Cristo Jesus, recusaremos propostas de unidade ou união com pessoas que se dizem cristãs, mas que não são verdadeiramente salvos:

Por exemplo:

A. Os que negam a divindade do Senhor Jesus Cristo I João 4:3. .

B. Os que pregam um falso "evangelho" de boas obras Gl.1:7-9.

Num sentido, esta unidade dos verdadeiros filhos de Deus já existe: Ef.4:3. Somos chamados a guardar o que Deus já criou: "a unidade do Espírito" num só corpo - a Igreja. Mas embora perante Deus esta unidade existe, muitas vezes não agimos de acordo com esta verdade e por isso temos as exortações do Salmo 133 e de Efésios 4.

II A BELEZA DA UNIDADE v.1 "quão bom e quão suave".

É um assunto de grande importância para o nosso Deus - chama a unidade dos crentes "bom e suave". Quando criou o mundo lemos: "Viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom"Gn.1.31 Olhou do céu viu o mundo e disse: "muito bom!"

Semelhantemente, Ele olha do céu e quando Ele vê uma igreja local em união, em harmonia e em paz, Ele diz:"Quão bom e quão suave!".

Se não fosse o suficiente este pensamento, temos também o apelo do Senhor Jesus Cristo antes de ir para a Cruz em sua oração sacerdotal em Jo 17:20-23:

“Não rogo somente por estes, mas também por aqueles que vierem a crer em mim, por intermédio da sua palavra; a fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.

Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos; eu neles, e tu em mim, a fim de que sejam aperfeiçoados na unidade, para que o mundo conheça que tu me enviaste e os amaste, como também amaste a mim.”

Creio que até aqui todos estão de acordo acerca da beleza e da necessidade desta unidade entre nós. Entretanto não posso deixar o assunto apenas na base da teoria. Seria muito mais cômodo, mas seria infidelidade à Palavra de Deus.

Como é que nós podemos promover esta unidade entre o povo de Deus nos dias de hoje?

Creio que temos de considerar três grupos de crentes:
A . Os que por um motivo ou outro não andam conosco em plena comunhão. Pode ser que nunca andamos juntos como seria o caso de certos grupos que são afiliados a várias denominações ou pode ser, e isso doe mais ao pensar, se separaram de nós por um motivo ou outro e a comunhão não são possíveis, pelo menos sob as circunstâncias atuais.

A. Os que se reúnem em outras igrejas locais com quem poderíamos ter plena comunhão.
B. Os irmãos e irmãs com quem nos reunimos no dia-a-dia na igreja local onde estamos em comunhão.
C. Quanto aos que por um motivo ou outro não andam conosco em plena comunhão temos instruções:

1 ( Lc 9.49-50) Não mexa deixe em paz!
2 ( Fp 1.15-18) Regozija que Cristo está sendo pregado!
3 ( I Ts 5.17) Sem dúvida devemos orar para todos os irmãos de verdade.

Quanto ao assunto de irmãos que tem se separado e não tem comunhão conosco, gostaria de dizer mais alguma coisa.

Creio que devemos estar em oração constante que o Senhor possa sanar as nossas divisões e duma forma justa, de acordo com a Sua Palavra, e em amor cristão, nos trazer juntos de novo.

Ligado a isso há mais a ser falado.

A. Não podemos por uma pedra por cima das ações daqueles na liderança de tais grupos que, sem nenhuma dúvida são culpados do pecado de Rm 16.17-

18. “Rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles, porque esses tais não servem a Cristo, nosso Senhor.” (Rm 16.17-18 )

Destes irmãos um reconhecimento do seu pecado e o mal que tem feito é absolutamente necessário antes que qualquer reconciliação real seja possível.

B. Tendo falado isso eu creio que fui bastante claro.
Rejeitemos as tentativas daqueles que usariam as circunstancias de uma divisão a fim de promover a sua própria agenda e construir seu império eclesiástico, pagar velhas queixas pessoais ou infligir conceitos de disciplina às praticas eclesiásticas absolutamente alheias ao ensino da Palavra de Deus.

C. Também rejeitemos categoricamente os que criam “associações missionárias” ou “missões de apoio” cujo propósito disfarçadamente é de controlar as igrejas de Deus usando ofertas das igrejas ou mesmo dinheiro empresarial.

D. Sendo estrangeiro sinto vergonha daqueles que vieram do exterior originalmente a fim de pregar a Palavra de Deus, mas que hoje usam os recursos financeiros dados de boa fé por irmãos de fora não apenas para fazer a obra do Senhor mas para controlar e manipular pessoas e acontecimentos.

Rejeitemos com desdém, a conversa de todos, em comunhão nas igrejas ou não, que vem com fofocas e boatos para criar dificuldades entre os filhos de Deus! E não importa se é um parente próximo ou não, não devemos dar ouvidos!

Ajuntemo-nos para falar com voz clara que não ser silenciado que amamos o Senhor Jesus, amamos a Sua Palavra e que não estamos dispostos a aceitar mais divisão anti bíblica!

Os que se reúnem em outras igrejas locais com quem podemos ter plena comunhão.

Não precisamos dizer muito a respeito, mas algumas coisas promovem unidade entre igrejas locais:

A . Oração uns para com os outros.

B . Trabalhar juntos em projetos de interesse comum entre as igrejas.

C . Respeitar a autonomia de cada igreja local. Muito mal é causado por interferência por irmãos de fora em assuntos que só cabem a igreja local decidir.

Vamos tratar desta coceira de querer conversar com um e outro a fim de mexer em igrejas alheias antes que fazemos mais mal às igrejas do Senhor.

D . Os irmãos e irmãs com quem nos reunimos no dia a dia na igreja local onde estamos em comunhão.

Ef 4.1-3
Humildade, Mansidão, Longanimidade, Suportando-vos uns aos outros.

A receita perfeita para uma igreja unida! É somente possível na medida em que andamos em obediência e amor do Senhor Jesus. Vamos fazer isso a nossa meta!

III A BENEFICIO DA UNIDADE vs.2-3.

Duas ilustrações:

A . O ÓLEO precioso do ungimento do sacerdote v.2.
Fala da FRAGRÂNCIA da unidade ( Êx 30.22-33).

Verdadeira unidade entre o povo de Deus ‚ um cheiro suave.

Um cheiro suave para o mundo que vê o amor do Senhor Jesus em nossas vidas.

Um cheiro suave para outros irmãos que vêem que o cristianismo do Novo Testamento ainda está vivo e vibrante.

Um cheiro suave para o nosso Deus que fica bem satisfeito.

B. O ORVALHO de Hermom ( v.3).
Fala do FRESCOR da unidade. Toda manhã, vinha o orvalho do monte Hermom para refrescar e alegrar o povo de Deus.

Quando não há unidade na igreja, tempo de sequidão, de tristeza, de fadiga.

Mas quando andamos juntos no Senhor ‚ tempo de frescor, de alegria, de satisfação. De benção e a vida para sempre.

Vamos orar que Deus sare as divisões quando isso é possível, nos una mais e mais nos Seus propósitos e no Seu amor para que cantemos com toda sinceridade:

Um só rebanho, um só Pastor!

Uma só fé, em um só Salvador!

É Teu amor que nos une aqui,

E num só Espírito adoramos a Ti!

Quem está mal não acha paz, comunhão, crescimento espiritual no seio da igreja. Está doente.

Tem de ver seu estado e sondar:

a) se a sua fé é verdadeira; se sua salvação é real ou se é apenas um baita estudioso de religião ou qualquer outro instrumento de Satanás (Jo. 3.1-7);

b) seu estado de alma: se anda em rebeldia ou em obediência aos guias espirituais ou u7servos da igreja (Hb. 13.17);

c) precisa ver se anda em total unidade com a igreja ou se anda espalhando o joio da divisão (I Co. 1.10).

Que Deus nos ajude a sermos humildes e submissos para que possamos alcançar a vitória final. Amém!
|  Autor: Jânio Santos de Oliveira  |  Divulgação: estudosgospel.com.br |