Estudo Bíblico Dez Perguntas Sobre o Divórcio


E eu vos digo, porém, que qualquer que repudiar sua mulher, não sendo por causa de fornicação, e casar com outra, comete adultério; e o que casar com a repudiada também comete adultério?. Mateus 19.9 Há seis passagens principais, na Bíblia, que tratam especificamente do assunto divórcio; Deuteronômio 24.1-4, Mateus 5.31-32, Mateus 19.3-9, Marcos 10.2-12, Lucas 16.18 e Romanos 7.1-3. Mateus 19.3-9 é a passagem central. O tema divórcio realmente é muito controverso. Há muitos extremistas e muitos posicionamentos e idéias não bíblicos sobre o divórcio. Nossa responsabilidade é averiguar as Escrituras e descobrir o que a Palavra de Deus diz efetivamente sobre o assunto. Nesta mensagem, necessitamos fazer dez questões sobre o divórcio e tentamos respondê-las a partir das Escrituras.

1- UM PASTOR DEVE PREGAR SOBRE O DIVÓRCIO?

Há, pelo menos, quatro razões pelas quais um pastor deve tratar do assunto. Primeiro, o pastor divinamente chamado deve pregar sobre o divórcio porque as Escrituras tratam do assunto, e o pastor divinamente chamado é responsável pela proclamação de todo o conselho de Deus. Paulo procedeu dessa maneira, em Atos 20.27. Segundo, um pastor deve pregar sobre o divórcio devido à tremenda onda de divórcio que está varrendo nosso mundo nos dias de hoje. Homens e mulheres, meninos e meninas precisam ser informados e advertidos sobre a vontade de Deus a respeito deste assunto muito sério. Oh, se pelo menos um matrimônio fosse poupado, se pelo menos uma pessoa jovem evitasse o pecado e as angústias de um lar desmoronado por intermédio desta mensagem! O pastor divinamente chamado deve pregar a respeito do divórcio, em terceiro lugar, porque os homens e as mulheres sempre procuram meios de evitar o assunto divórcio a fim de aliviar as suas consciências culpadas e torná-los capazes de externalizar a maldade de seus corações. Por isso, a vontade de Deus revelada a respeito deste assunto deve se fazer conhecida continuamente. Finalmente, o pastor deve pregar sobre o divórcio porque algumas pessoas estão suportando um fardo desnecessário de culpa e angústia nocivas em relação ao divórcio em suas próprias vidas ou em suas famílias. Estou convencido de que muitas pessoas sofrem desnecessariamente sob fardos de culpa devido a certos enganos, e restrições estabelecidas pelos próprios homens a respeito deste assunto. Usando as Escrituras, o pastor divinamente chamado deve aclarar essas idéias equivocadas e fardos nocivos de culpa.

2- O QUE É O CASAMENTO?

Ao considerar qualquer assunto, e especialmente um tão controverso como o divórcio, precisamos começar definindo nossos termos. Antes que possamos entender o significado de termos como fornicação, adultério e divórcio, precisamos entender exatamente o que é casamento. O que é o casamento? O que faz de um casal esposo e esposa? É a cerimônia na igreja? É aquele pequeno pedaço de papel requerido pelo município com a assinatura do pastor? São estas coisas que tornam um homem e uma mulher um aos olhos de Deus? O que é o casamento? O que faz de um casal esposo e esposa aos olhos de Deus, o que reúne um casal como uma única carne é a união física, sua convivência como marido e mulher. O Senhor Jesus define casamento do seguinte modo, quando diz, em Mateus 19.5-6, "? portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem?

3- O QUE É O DIVÓRCIO?

O Divórcio é ?a dissolução legal da relação de matrimônio?, diz o Dicionário Webster. O divórcio é uma declaração pública de que a união matrimonial entre um homem e uma mulher foi desfeita. Quando um homem se divorcia de sua esposa, declara publicamente, através dos tribunais da lei ou por meio de um documento por escrito, que ele e sua esposa já não estão mais casados. O termo bíblico mais usado para o divórcio é !repúdio?. O Senhor diz, em nosso texto, "Qualquer que repudiar sua esposa?" etc.

4- QUAL A VONTADE DE DEUS REVELADA SOBRE O DIVÓRCIO?

No casamento, Deus junta um homem e sua mulher, como lemos no versículo 6 de Mateus dezenove. "Portanto o que Deus ajuntou não o separe o homem?. A palavra enlaçar significa, literalmente, juntado com um laço. O Senhor diz, em Mateus 19.6, que a ordenança de Deus enlaça marido e mulher e, uma vez que a ordenança de Deus enlaça marido e esposa, a ordenança para o homem é que não os ponha separados, e a ordenança para o homem é não desfazer o enlace ou separar marido e esposa, seja essa ordenança redigida pelo próprio parceiro do matrimônio, pelo estado, pela igreja ou por qualquer um que seja. A vontade de Deus revelada é que marido e esposa não se divorciem! Mateus 19.3-9 revela a vontade de Deus a respeito do divórcio e clara e inequivocamente ordena que marido e esposa não se divorciem, que não seja feita a separação de seu casamento. Malaquias 2.16 informa qual é a visão de Deus sobre o divórcio. As Escrituras contam-nos que Deus odeia o divórcio. "Porque o Senhor, o Deus de Israel, diz que odeia o repúdio?"

5- QUAL A RELAÇÃO EXISTENTE ENTRE FORNICAÇÃO E ADULTÉRIO?

O motivo para essa pergunta pode não ser aparente no princípio. Porém, é muito pertinente em relação ao assunto divórcio, como será visto em seguida. Algumas pessoas ensinam que o termo fornicação refere-se apenas a pecados sexuais anteriores ao casamento ou a pessoas solteiras, e que adultério refere-se apenas a infidelidade sexual depois do matrimônio. A Bíblia não confirma isso. É verdade que o termo ?adultério? aplica-se à deslealdade sexual depois do matrimônio, mas não é verdade que fornicação refere-se apenas a pecados sexuais anteriores ao matrimônio ou cometidos por pessoas solteiras. Na Bíblia, fornicação é um termo amplamente usado para todos os tipos de impureza sexual, o que inclui o adultério, sem se limitar a ele. Todos os que cometem qualquer tipo de pecado sexual, não importa o momento, são culpados de fornicação. Poderíamos dizer desta maneira: todos os Fords são automóveis, mas nem todos os automóveis são Fords. Todo adultério é fornicação, mas nem toda fornicação é adultério. A palavra fornicação é usada na Bíblia para descrever todos os tipos de pecados sexuais. Em I Coríntios 5.1, o termo !fornicação? é usado para descrever o pecado de incesto, em I Coríntios 6.18, para descrever prostituição, em I Coríntios 7.2, para descrever sexo antes do casamento, em Judas 7, para descrever sodomia e, em Apocalipse 21.8, a palavra fornicação é usada para descrever relações sexuais ilícitas por comércio. Às vezes fornicação e adultério são citados separadamente como sendo duas coisas diferentes, como em Gálatas 5.19, passagem em que são listados ambos como obras da carne. Mas a coisa importante aqui é o fato de que a fornicação e o adultério também são usados de maneira intercambiável nas Escrituras para se referir ao mesmo pecado. O sétimo mandamento diz !NÃO ADULTERARÁS?. Obviamente esse mandamento proíbe imoralidade tanto para pessoas solteiras como também para pessoas casadas, assim, aqui, adultério e fornicação partilham o mesmo significado. Uma esposa pode ser culpada de fornicação, pois Paulo diz, em I Coríntios 5.1, que o homem que cometeu incesto com a esposa de seu pai foi culpado de fornicação. "Geralmente se ouve que há entre nós fornicação, e fornicação tal, que nem ainda entre os gentios se nomeia, como é haver quem abuse da mulher de seu pai?

6- EXISTE ALGUM SUPORTE DA BÍBLIA PARA QUE UMA PESSOA CASADA SE DIVORCIE DE SEU CÔNJUGE?

O embasamento para as afirmações a respeito do divórcio, feitas por nosso Senhor, em Mateus 19.9, está no versículo 3 do mesmo capítulo. Então, chegaram aos pés dele os fariseus, tentando-o, e dizendo-lhe: !É lícito ao homem repudiar sua mulher por qualquer motivo?", os fariseus pensaram ter colocado o Senhor em uma armadilha com essa pergunta. Se Ele dissesse que Sim, o Senhor estaria contradizendo o que Ele mesmo já tinha dito, em Mateus 5.32. "Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério." Se, por outro lado, o Senhor dissesse Não, Ele contradiria o que Moisés havia dito em Deuteronômio 24.1. Pelo menos, contradiria a interpretação que tinham dessa passagem. "Quando um homem tomar uma mulher e se casar com ela, então será que, se não achar graça em seus olhos, por nela encontrar coisa indecente, far-lhe-á uma carta de repúdio, e lha dará em sua mão, e a despedirá de sua casa." Os fariseus tinham dado uma interpretação tão ampla à frase !se não achar graça em seus olhos?, que permitiriam o divórcio por qualquer razão, não importasse o quanto fosse frívola. Nosso texto é a parte principal da resposta do Senhor à pergunta dos fariseus. "Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério." O Senhor diz que o divórcio ou o repúdio da esposa de algum indivíduo não é legal, não importa o motivo, exceto um motivo.

O Senhor diz que há um motivo, e somente um, pelo qual uma pessoa casada pode se divorciar de seu cônjuge de maneira justa. Aos olhos dos homens há muitos motivos para o divórcio hoje em dia. Há crueldade, violência contra a esposa, alcoolismo, falta de apoio, cônjuges condenados à prisão, hospitalização, loucura, um marido ou esposa que se torna uma pessoa relaxada, um casamento que não está dando certo, diferenças irreconciliáveis, incompatibilidade, etc., etc., etc. A Igreja Romana dissolve um matrimônio quando um membro decide tornar-se monge ou freira. Mas, segundo o Filho de Deus, nenhum desses é motivo para o divórcio. De acordo com o Senhor, só existe uma razão bíblica e legítima para o divórcio, que é a fornicação ou o adultério por parte de um dos cônjuges. "Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, a não ser por causa de prostituição, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério?. O Senhor Jesus explicitamente refere-se tanto aqui quanto em Mateus 5.32 que o divórcio somente é permitido por razão de adultério de um dos cônjuges de um matrimônio. No entanto, há aqueles que defendem que não há NENHUM motivo bíblico para o divórcio, nem mesmo o adultério.

Um exemplo disto é o recente Theodore Epp de !Back To The Bible Broadcast? (Programa de rádio !De volta à Bíblia?). No seu folheto "Deus e o divórcio", nas páginas 38-39, fala do incidente envolvendo nosso texto e diz !? Jesus? não lhes deu absolutamente nenhuma permissão, seja ela qual for, para o divórcio." Outro exemplo é visto no Catolicismo Romano, que diz na questão 1194, de seu Catecismo de Baltimore, "O matrimônio de duas pessoas batizadas que, desde então, viveram juntas como marido e mulher nunca pode ser dissolvido, a não ser pela morte de uma das partes." É difícil de entender esses posicionamentos, quando se leva em conta declarações explícitas de nosso Senhor contrárias a eles. É interessante notar neste momento que, em Jeremias 3.8-9, Deus descreve-se como que se divorciando de Israel por causa do adultério espiritual dela contra Ele. Ele a repudiou e lhe deu uma carta de divórcio. "E vi que, por causa de tudo isto, por ter cometido adultério a rebelde Israel, a despedi, e lhe dei a sua carta de divórcio, que a aleivosa Judá, sua irmã, não temeu; mas se foi e também ela mesma se prostituiu. E sucedeu que pela fama da sua prostituição, contaminou a terra; porque adulterou com a pedra e com a madeira." Há aqueles que ensinam que fornicação, em Mateus 19.9, significa apenas ser infiel antes do casamento e, então, essa infidelidade pré-marital, quando descoberta pelo cônjuge depois do matrimônio, é a única razão bíblica para o divórcio. Mas como vimos ao responder a pergunta cinco, as Escrituras não confirmam tal definição. O motivo bíblico para o divórcio é a fornicação, que inclui o adultério. Vamos pensar por um momento por que o adultério justifica um divórcio.

O adultério, na verdade, dissolve um matrimônio. Destrói a verdadeira essência do matrimônio, a relação em que apenas uma única carne existe, descrita pelo Senhor, em Mateus 19.5-9. "? portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne? Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem". A fornicação ou o adultério dissolve um matrimônio porque os cônjuges, depois do adultério, não são mais uma só carne, no sentido misterioso no qual a Bíblia diz que um marido e sua mulher devem ser. Paulo diz, em I Coríntios 6.16, !Ou não sabeis que o que se ajunta com uma meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque serão, disse, dois uma só carne." Se um homem se torna uma só carne com uma meretriz, é difícil de se imaginar como ele ainda pode ser uma só carne com sua esposa. Não é a ação de um tribunal ou uma igreja, não é o que está escrito em algum pedaço de papel, não é a assinatura de um juiz que dissolve um casamento. O pecado de adultério dissolve um casamento. Quando o tribunal ou o estado estabelece um divórcio, está simplesmente reconhecendo o que já aconteceu. O Senhor permite divórcio por motivo de adultério pois, dessa maneira, o adultério rompe com o relacionamento de uma só carne existente no matrimônio.

7- UMA PESSOA DIVORCIADA QUE SE CASA NOVAMENTE COMETE ADULTÉRIO AO FAZER ISSO?

Sim, se a pessoa se divorciou por qualquer outra razão que não a razão bíblica. O segundo casamento é uma das coisas que o Senhor trata especificamente, em Mateus 19.9, quando usa as palavras "e casar com outra?. O Senhor diz, nesse trecho, claramente, que "qualquer que repudiar sua mulher? por qualquer outra razão que não seja o adultério !e casar com outra, comete adultério? Sempre que um casal se divorcia por qualquer motivo não bíblico e um divorciados casa-se novamente, comete adultério. Por quê? Porque, embora possam ter um divórcio reconhecido pelo estado ou por alguma igreja, o seu laço não foi rompido antes da união com a outra pessoa e esta união é, então, um adultério. O divórcio não bíblico deixa a porta aberta para o adultério quando uma das partes casa-se novamente. Uma pessoa divorciada que se casa novamente comete adultério ao fazer isso? Não, não se ela está divorciada por uma razão bíblica! Como já vimos, o adultério termina a relação de matrimônio, como Deus originalmente instituiu-o. Se um homem se divorcia de sua esposa em acordo com as Escrituras, então, o laço do matrimônio é obviamente dissolvido e as partes já não podem ser chamadas de esposo e esposa. E, se o laço é assim dissolvido, então a parte inocente é certamente livre para se casar novamente sem ser culpada de adultério. Um casamento que foi dissolvido moralmente e legalmente deixou de existir e a parte inocente é, portanto, tão livre para se casar novamente, como se a parte ofensora estivesse morta! Quando há cometimento de adultério, a parte culpada juntou-se a outra pessoa e, assim, a parte inocente não está mais ligada e é livre. O fato de as pessoas divorciadas biblicamente e que se casam de novo não serem culpadas de adultério também é confirmado pela exceção que nosso Senhor faz em Mateus 19.9. A exceção aqui se aplica ao divórcio e ao segundo matrimônio. !Eu, porém, vos digo que qualquer que repudiar sua mulher, A NÃO SER POR CAUSA DE PROSTITUIÇÃO, faz que ela cometa adultério, e qualquer que casar com a repudiada comete adultério." O adultério é cometido pela pessoa que se divorciou de maneira não bíblica e que se casa com outra pessoa. Marcos, ao reportar esse mesmo incidente, cita o Senhor, em Marcos 10.11, dizendo "E ele lhes disse: Qualquer que deixar a sua mulher e casar com outra, adultera contra ela". Porém, a exceção que faz com que o segundo casamento de uma pessoa divorciada deixe de constituir adultério é que o divórcio tenha ocorrido devido à fornicação ou ao adultério. Também temos que nos lembrar aqui que Deus não castiga uma pessoa inocente por causa dos pecados do culpado. Em Ezequiel 18.20, Deus diz: "A alma que pecar, essa morrerá; o filho não levará a iniqüidade do pai, nem o pai levará a iniqüidade do filho. A justiça do justo ficará sobre ele e a impiedade do ímpio cairá sobre ele". Todo homem tem que pagar por seus próprios pecados. Deus não castigará uma esposa inocente para o resto de sua vida devido aos pecados cometidos por seu marido e vice-versa. É importante notar, aqui, que homens eminentes de Deus entenderam as Escrituras do mesmo modo que temos explicado. Spurgeon, em seu comentário sobre Mateus 19, disse: "A fornicação faz de uma pessoa culpada um sujeito ao qual se pode aplicar perfeitamente um divórcio justo e legal: uma vez que isto gera uma anulação virtual do laço matrimonial? dois indivíduos, uma vez casados, à vista de Deus, estão casados para toda a vida, com a exceção de fornicação comprovada".

8- UMA PESSOA DIVORCIADA QUE SE CASOU NOVAMENTE ESTÁ "VIVENDO EM ADULTÉRIO"?

Os ensinamentos da Igreja Protestante Reformada (IPR) nos dizem que sim. Tenho um folheto intitulado "O Laço Irrompível do Matrimônio", de Herman Hoeksema. Hoeksema foi ex-pastor da Primeira Igreja Protestante Reformada de Grand Rapids, Michigan, durante anos, e a principal líder para o movimento dessa igreja. Nesse folheto, o Sr. Hoeksema mostra a posição da IPR quando diz: "Um homem que vive separado da sua primeira esposa, mesmo que divorciado e casado novamente, vive em adultério contínuo e, para que ele corrigir sua situação, teria que se divorciar de sua segunda esposa? mesmo depois do adultério, o casamento não está rompido e nunca pode ser rompido até a morte." Mas isto certamente não é o que ensina a Palavra de Deus! Infidelidade ou adultério separam o que Deus uniu. A infidelidade de qualquer um dos cônjuges termina com a relação de matrimônio. O homem e a mulher não são mais uma só carne. Um deles une-se a uma outra pessoa de maneira adúltera. Uma mulher que se divorciou e casou novamente não tem dois maridos. Ela foi casada duas vezes, mas ela não tem dois maridos. O marido do segundo casamento é o seu marido. O marido do seu primeiro casamento é o seu ex-marido. Deuteronômio 24.4 chama o primeiro marido de uma mulher divorciada de !seu primeiro marido?, exatamente essas palavras. !Seu primeiro marido, que a despediu, não poderá tornar a tomá-la?? Um divórcio bíblico estabelece que o matrimônio anterior já não existe mais, que o marido anterior já não é marido, e a esposa anterior já não é esposa. Quando Deus se divorciou de Israel devido ao adultério espiritual dela, disse, a respeito de Israel, em Oséias 2.2, "Ela não é minha mulher, e eu não sou seu marido??

9- POR QUE OS PASTORES FREQÜENTEMENTE SE RECUSAM A EXECUTAR CERIMÔNIAS DE MATRIMÔNIO QUANDO UM OU AMBOS O CASAL SÃO DIVORCIADOS?

Duas razões simples: primeiro, porque para fazer isso seria necessário que o pastor se tornasse juiz para determinar a culpa ou inocência das partes envolvidos e não é justo que ele carregue esse fardo. E segundo, porque, nos casos em que está envolvido um divórcio não bíblico, o pastor responsável pela cerimônia estaria ajudando o casal a cometer o que a palavra de Deus considera pecado.

10- O QUE DEVERIA SER FEITO COM RELAÇÃO AO PECADO DAQUELES QUE SE DIVORCIARAM DE MANEIRA NÃO BÍBLICA E CASARAM NOVAMENTE?

Algumas pessoas carregam a culpa de tais pecados durante anos e nunca realmente conseguem ter alívio de maneira completa. Infelizmente, os cristãos, às vezes, usam os divórcios de seus companheiros cristãos contra eles como se esse pecado de alguma maneira os tornasse cristãos de segunda classe. O que um indivíduo deveria fazer a respeito desse pecado? Primeiro, deveria encarar este assunto de modo honesto e franco e, acima de tudo, ele deveria encarar isso levando em conta o que a Bíblia tem a dizer sobre esse assunto. Precisa parar de evitar o assunto e confrontá-lo abertamente. Segundo, quando descobre, a partir da Bíblia, onde pecou, tem que trazer seus pecados à presença de Deus. Tem que confessar seus pecados e tem que implorar pela purificação e perdão de Deus. I João 1.9 diz "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados, e nos purificar de toda injustiça." O que Deus faz com nossos pecados quando os levamos a Ele? Ele os purifica e os perdoa. Algumas pessoas pensam que o pecado abominável do adultério é muito ruim para que Deus o perdoe, mas Deus diz, em Mateus 12.31, que todo tipo de pecado será perdoado aos homens. Deus perdoou a mulher samaritana e que tinha sido cinco vezes casada e divorciada e que estava vivendo com um homem com quem ela não estava casada.

Quando um pecador traz o seu adultério a Deus, Deus perdoa esse pecado e o esquece. Em Jeremias 31.34, o Senhor diz: "? porque lhes perdoarei a sua maldade, e nunca mais me lembrarei dos seus pecados". Nem sempre somos capazes de esquecer nossos pecados, mas Deus pode. Em terceiro lugar, uma pessoa tem que viver para o Senhor em total obediência e proximidade com Ele, começando por hoje, e desse dia em diante. Ele precisa agradecer ao Senhor pela Sua purificação e perdão. Agora é necessário que se esqueça das coisas que atrás ficam e avançar para o alvo. Laurence Justice Laurence Anson Justice obteve seus graus acadêmicos na Universidade Batista de Oklahoma e no Seminário Teológico Batista Southwestern. Foi pastor de igrejas em quatro estados, servindo pelos últimos dez anos como pastor na Igreja Batista Victory, na Cidade de Kansas, Missouri. Também serviu como Capelão na prisão estadual de segurança média em Granite, Oklahoma. É casado com Lyndy Eddy, de Searcy, Arkansas, e é pai de três crianças. Outras de suas publicações incluem: !Uma Igreja Batista Deveria Ter Pastores??, !Uma Igreja Batista Deveria Reconhecer o Batismo Estranho??, !Uma Igreja Batista Deveria Abraçar o Pentecostalismo??, ?Os Batistas Deveriam Adotar Confissões de Fé??, !Como Deus Fala Hoje??, !O Pastor Divinamente Vocacionado?, !O Cristianismo de George Washington? e !Catolicismo Romano?. Tradução: Albano Dalla Pria - 09 04 Pastor Ezequias Soares O divórcio é algo repugnante para Deus (Mal. 2.14,15). Os Targuns interpretam as palavras “cousa indecente” de várias maneiras: desonestidade; maneiras sem polidez; algum tipo de impureza cerimonial persistente etc.

A escola rabínica de Hilel interpretava isso de forma liberal, incluindo até a “queima de algum alimento”; comida salgada demais; negligência quanto aos deveres domésticos. Akiba dizia que era suficiente que um homem achasse uma mulher “mais bonita” para que ele pudesse divorciar-se de sua esposa. Se a mulher deixasse de usar 0 véu em público; se se ocupasse de atos tolos em público; se tomasse um banho em lugar público, onde homens a pudessem observar; se tivesse um odor corporal desagradável; se flertasse com outros homens; se tivesse mau hálito; se tivesse sinais cutâneos pelo corpo... Quase qualquer razão era suficiente para que 0 pedido de divórcio fosse atendido. Não há que duvidar, Israel era uma sociedade patriarcal. 24.2 Regras acerca do Divórcio. Essas regras permitiam que a mulher, uma vez divorciada do primeiro marido, se casasse novamente. O divórcio era a dissolução do casamento, como se este nunca tivesse ocorrido. Havia apenas uma restrição: a mulher não podia casar-se de novo com o mesmo marido, se seu segundo casamento também fracassasse. Os ensinamentos de Jesus mostram-se muito mais estritos.

Para Ele, uma mulher divorciada não poderia casar-se de novo, enquanto seu marido continuasse vivo. Se ela viesse a casar-se de novo antes da morte do marido, estaria cometendo adultério. Ver Mat. 5.31,32 e a exposição sobre esses versículos no Novo Testamento Interpretado. Alguns intérpretes dizem que temos aí um ideal que nunca foi realmente posto em prática na sociedade humana. Meu artigo do Dicionário, intitulado Divórcio, entra em todos os aspectos dessa questão. 24.3 Ou se este último homem... vier a morrer. Uma grande falta de sorte no casamento, sem dúvida! Ela fora desprezada pelo marido, casara-se de novo, mas somente para ser desprezada de novo. E todo o processo se repetia, seguindo as mesmas regras aqui determinadas. Ou então a morte do segundo marido deixara a mulher novamente descasada.

Nesse caso, ela poderia casar-se pela terceira vez, contanto que não fosse com o seu primeiro marido. E as razões dessa proibição figuram no versículo seguinte. Todavia, poderia casar-se com um terceiro homem. 24.4 Depois que foi contaminada. Este texto não dá a entender que a mulher havia cometido adultério. A possibilidade do divórcio, segundo a legislação mosaica, dificilmente pode ser entendida como se permitisse 0 adultério. Mas o fato de ter-se casado com outro homem tinha contaminado a mulher. Ela se havia tornado uma mulher de segunda classe, que tinha passado de um homem para outro, mesmo que esse passar de mão em mão fosse permitido por lei. O texto subentende certo desgosto com 0 sexo, especialmente com 0 segundo caso de sexo. Cf. Deu. 23.10 e seus paralelos. O sêmen masculino tornava imundos tanto o homem quanto a mulher, mesmo que os dois estivessem liga- dos pelos laços do matrimônio. Um banho cerimonial (ver as notas a respeito em Lev. 14.8; 15.16; 17.15; Num. 8.7; 19.7,19) tinha de ocorrer após cada ato sexual, embora tal banho fosse deixado para o dia seguinte, quando era mais conveniente. Ver Deu. 15.18. Fica assim patente que se um banho cerimonial tinha de ocorrer até mesmo no caso de um primeiro e único matrimônio, quanto mais quando uma mulher ficava contaminada caso se casasse de novo, após ter-se divorciado. Se tais coisas eram permitidas, a mente hebreia via algo de sujo e contaminador na questão, mesmo que a mulher nunca chegasse a adulterar. Cf. Jer. 3.1. Jesus fazia um segundo casamento tornar-se adultério, caso 0 primeiro marido de uma mulher ainda não tivesse morrido.

Logo Jesus levava a questão mais além do que 0 fazia a antiga mentalidade dos hebreus. Ver Mat. 5.31,32. Mulheres que se Divorciavam de Seus Maridos? Isso jamais foi permitido na sociedade dos hebreus. Em tempos posteriores, entretanto, uma mulher dispunha de recursos para forçar o marido a divorciar-se dela. E assim ela acabava obtendo o mesmo resultado. Contaminação e Pecado. Se uma mulher voltasse a seu primeiro marido, depois de ter sido esposa de um segundo homem, isso constituiria pecado, e de natureza tal que contaminava a terra inteira, pelo que devia ser evitado a todo custo. A terra era a herança que Yahweh tinha dado a Abraão e seus descendentes, por meio do Pacto Abraâmico (sobre 0 qual ver as notas em Gên. 15.18). A Terra Prometida era santa porque havia sido dada por Deus, o Santo, e não devia ser contaminada por meio de atos imprudentes e pecaminosos. A idéia é que esse pecado feminino era algo comunal, pois ninguém peca sozinho. Abominação.

O autor sacro usou esse vocábulo forte para indicar tanto a idolatria quanto o adultério espiritual. CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 843-844. 24.1-4 — Esta situação envolve o retorno de uma divorciada ao primeiro marido, após o casamento com um segundo homem. 24.1,2 — Coisa feia. A natureza do problema não é especificada, embora estivesse bastante clara no contexto original. E provável que fosse algo relacionado a um problema físico, tal como a inaptidão para conceber filhos. Neste caso, o marido poderia conceder o escrito de repúdio à sua esposa, o qual era um documento legal que provia direitos ao divorciado (Lv 21.7,14;22.13; Nm 30.9; Mt 19.3-9). Tal certificado permitia que a mulher se casasse novamente. 24.3,4 — Contaminada. Retornar ao primeiro marido após um segundo casamento provavelmente colocava a mulher na mesma posição de uma esposa infiel. 24.5,6 — Uma mó era uma pedra usada para triturar o cereal e transformá-lo em farinha. A combinação de duas mós constituía um instrumento familiar que gerava a provisão diária de alimento. O princípio é claro: uma família não poderia ser privada de suprir suas necessidades do dia-a-dia. EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 345. Dt. 24. Vv. 1-4.

Quando a providência de Deus, ou uma má escolha no matrimônio, traz ao cristão uma tribulação, ao invés de uma ajuda idônea, ele preferirá de todo o seu coração levar a cruz, do que o alívio que tenda ao pecado, à confusão ou à desgraça. A graça divina santificará a sua cruz, sustentá-lo-á nela, e ensiná-lo-á a comportar-se de tal maneira que o seu problema seja paulatinamente mais tolerável. HENRY. Matthew. Comentário Bíblico de Matthew Henry. Editora CPAD. Deuteronômio. pag. 37. Deuteronômio 24. Leis da Família. 24:1-5. O divórcio conforme permitido na Lei Mosaica (cons. Lv. 21:7, 14; 22:13 ; Nm. 30:9), por causa da dureza do coração dos israelitas Mat. 19:8; Mc. 10:5), punha em perigo a dignidade das mulheres dentro da teocracia. Por isso, o abuso da permissão foi prevenido, cercando o divórcio de regias técnicas e restrições (Dt. 24:1-4). A E.R.A. está certa em considerar os versículos 1-4 como uma só sentença, sendo que 1-3 constituem a condição e o 4 a conclusão. A E.R.C. dá a impressão de que o divórcio era obrigatório na situação descrita. Na realidade, o que era obrigatório não era o divórcio, mas (se alguém recorresse ao divórcio) um processo legal que incluía quatro elementos: a) Devia haver motivo sério para o divórcio. O significado exato das palavras coisa indecente (v. 1; cons. 23:14) é incerto. Não se trata de adultério, pois a lei prescrevia para isto a pena de morte (22:13 e segs.; Lv. 20:10; cons. Nm. 5:11 e segs.). b) Uma certidão da separação devia ser colocada na mão da mulher para sua subsequente proteção. O preparo deste instrumento legal implica no envolvimento de c) um oficio público que também deveria julgar a suficiência da base alegada para o divórcio. d) O homem devia fazer uma despedida formal – despedir de casa (v. 1).

O ponto principal desta lei, contudo, era que um homem não poderia tornar a se casar com sua esposa depois do divórcio, caso ela viesse a se casar novamente, mesmo se o seu segundo marido se divorciasse dela ou morresse. Em relação ao primeiro marido, a divorciada casada de novo era considerada contaminada (v. 4). Tal era a anormalidade desta situação, tolerada nos tempos do V.T., mas revogada por nosso Senhor no interesse do padrão original (Mt. 19:9; Mc. 10: 6-9; cons. Gn. 2:23, 24). MOODY. Comentário Bíblico Moody. Deuteronômio. pag. 82-83. 24.1-4 - Alguns pensam que nessa passagem viabiliza o divórcio, mas não é o caso. Nela, apenas há o reconhecimento do divórcio como prática em Israel. Para uma melhor compreensão do objetivo desse texto, releia a passagem e verá que certamente não há sugestão para que o homem se divorcie de sua esposa por um capricho, pelo contrário. O divorcio era um ato extremo, colocava um ponto final o permanente no relacionamento do casal. Uma vez divorciados, os ex cônjuges poderiam casar com outras pessoas, mas jamais poderiam reatar um com o outro (Dt 24.4) Esta restrição tinha a finalidade de prevenir a separação por motivos frívolos.

As pessoas deveriam pensar duas vezes antes de divorciar-se. APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de estudo. Editora CPAD. pag.260. 2. A carta de Divórcio. A carta d e divórcio. Era um documento legal, fornecido à mulher repudiada, a qual ficava livre para casar de novo. Chamava-se de “carta de liberdade” — “documento de emancipação” — que lhe dava direito a novo casamento (Duty, p. 29,30). A carta de divórcio ou de repúdio deveria ser dada em presença de duas testemunhas, e as partes estariam livres para um novo matrimônio. Aliás, o divórcio só tinha sentido se houvesse em vista um novo casamento. Se assim não fosse, por que motivo a mulher receberia carta de divórcio? Seria simplesmente abandonada. Note-se, também, que a mulher não tinha direito de pedir divórcio. Era privilégio do homem. Este poderia escolher com quem viver, inclusive possuindo mais de uma mulher, além de ter concubinas a seu dispor. A escola de Shammai. Este rabino tinha uma interpretação radical de Deuteronômio 24.1.

Segundo seu entendimento, a carta de divórcio só podia ser dada à mulher em caso de fornicação ou de infidelidade conjugal. De certa forma, era uma evolução do pensamento judaico, pois uma leitura cuidadosa de Deuteronômio 24.1 dá a entender que a mulher só podia ser despedida se o homem achasse nela “coisa feia”, ou “coisa indecente”, sem que isso fosse a prática de infidelidade ou prostituição, visto que às mulheres infiéis só restava a pena de morte (cf. Lv 20.10; Dt 22.20-22). Mas a visão de Shammai era bem aceita por grande parte dos intérpretes da Lei. Veremos que Jesus corroborou esse pensamento, quando doutrinou sobre o assunto. A escola d e Hillel. Este era um rabino de visão liberal, e favorecia a posição do homem em relação à mulher. Para ele, o homem poderia deixar sua mulher, divorciando-se dela, “por qualquer motivo”, por qualquer “coisa feia”, ou “coisa indecente”. Tais coisas seriam as que já enumeramos antes: andar de cabelos soltos, falar com homens que não fossem seus parentes, maltratar os sogros, falar muito alto etc.

Assim, o homem podia divorciar-se a seu bel-prazer. Com isso, o divórcio, ao invés de proteger a mulher, dando-lhe direito a uma nova oportunidade de constituir um lar, fez dela uma vítima em potencial dos caprichos machistas da época. Segundo o Dr. Alfred Edersheim, citado por Da Silva (p. 30), a mulher podia, “como exceção, divorciar-se, no caso de ser o marido leproso ou trabalhar em serviço sujo, por exemplo, em curtume ou em caldeira, e também no caso de apostasia religiosa, caso abraçasse uma religião herética”. Esse último conceito não tem base veterotestamentária. Era uma evolução da lei judaica. 1 O divórcio não faz parte dos planos de Deus. Assim como a poligamia, no Antigo Testamento, que Ele permitiu ou melhor, tolerou. Há casos em que é impossível manter um relacionamento conjugal. Se o esposo espanca a esposa; se ele vive traindo sua mulher; se ela vive na prática de adultério; se um ou outro entra pelo caminho do homossexualismo; tais práticas são tão abomináveis, que desfazem o vínculo conjugal, e, na permissibilidade de Cristo, Ele admite o divórcio.

Não como regra, mas como exceção, como um “remédio amargo” para um mal maior. Se não fosse assim, um servo ou uma serva de Deus seriam atingidos duas vezes: uma pelo Diabo, que destrói relacionamentos; e, outra, pela igreja local, que condenaria uma vítima a passar o resto da vida em companhia de um ímpio, ou viver sob o jugo do celibato, que não faz parte dos planos de Deus. Disse o Senhor, o Criador: “Não é bom que o homem esteja só” (Gn 2.18). Mas graças a Deus que não é assim. O evangelho de Cristo é sábio, justo e bom. Jesus não incentiva nem aprova o divórcio, mas o permite como um meio de reparar um dano moral de consequências drásticas, como um direito ao cônjuge que permanece fiel a Deus e ao casamento. Viver solteiro pode ser opção, mas não um estado que foi planejado por Deus. No final do texto em que Jesus responde aos fariseus, seus discípulos ficaram estarrecidos. “Disseram-lhe seus discípulos: Se assim é a condição do homem relativamente à mulher, não convém casar” (Mt 19.10).

Ficaram chocados com o ensino de Jesus, que só admite divórcio e novo casamento, no caso de infidelidade. Eles que viviam numa sociedade patriarcal e machista, estavam acostumados a ver o divórcio “por qualquer motivo”. Permissão para novo casamento. Os ensinamentos sobre o novo casamento. A controvérsia sobre o divórcio nos círculos judaicos, pelo menos no tempo de Cristo, estava centrada nas causas. Algumas pessoas dentro da comunidade judaica nunca puseram em dúvida o direito de se casar novamente depois de um divórcio. Hoje em dia, o foco da discussão nos meios evangélicos está colocado na questão das segundas núpcias. De acordo com vários autores: Deuteronômio 24.2 prova que o divórcio dissolve um casamento e dá o direito de se casar novamente. Esta passagem não obriga a pessoa a se casar de novo, mas garante esse direito se a pessoa quiser [...]. A exceção explicitada em Mateus 5.32 e Mateus 19.9, indica claramente que, quando o cônjuge pratica fornicação (porneia) e ocorre um divórcio, o cônjuge fiel tem o direito de se casar novamente. Jesus parece estar ensinando nesta passagem que, enquanto o divórcio torna o contrato sem efeito, a imoralidade habitual torna o pacto sem efeito e, portanto, dá à parte fiel uma oportunidade de se casar novamente.

Jesus não obriga as pessoas a se casarem de novo. No entanto, fica claro em Mateus 19.9 que ele presume que um segundo casamento irá ocorrer [...]. Em ICoríntios 7.15 [...] como é o cônjuge incrédulo que toma a decisão de ir embora e desencadeia o divórcio, [...] o crente fica livre para casar-se outra vez, se desejar. Também neste caso as segundas núpcias não são obrigatórias. Mesmo sendo permitido um segundo casamento, esta atitude nem sempre é sensata. Paulo recomendou que as pessoas que não eram casadas (isso poderia incluir os ex-casados) permanecessem solteiras, e muitos concordariam com um autor moderno que apresentou algumas razões para não se casar. Se os problemas do passado não foram corrigidos ou resolvidos, se o indivíduo não tem uma ideia clara sobre o novo casamento, ou se ele não tem muita vontade de se casar outra vez, então é melhor continuar solteiro. COLLINS. Gary R. Aconselhamento Cristão Edição Século 21. Editora Vida Nova. pag. 532. NOVO CASAMENTO 1. Novos Casamentos Populares. Há homens e mulheres tão ciumentos que proíbem seus cônjuges de casarem-se novamente, mesmo depois de terem eles morrido. Isso é ridículo. Conta-se a história de uma esposa ciumenta que, em seu leito de morte, tentou convencer seu esposo a não se casar novamente. Ele retrucou: Isso eu não lhe posso prometer. Mas posso prometer-lhe que farei melhor a próxima vez», E também há histórias de fantasmas em que uma falecida esposa volta para perseguir a nova esposa de seu ex-marido. Ao que parece, espíritos masculinos não se dão ao trabalho de voltar para assombrar outros homens. 2. Novos Casamentos Eclesiásticos.

Na Igreja Católica Romana, o clero não se casa, pelo que, nessa organização religiosa, não existe o problema de novos casamentos. No clero inferior da Igreja Ortodoxa Oriental (os padres, mas não os bispos) é permitido o casamento, mas não um segundo casamento. Assim, é porque estaria envolvi do o ideal de um-homem-uma-mulher, tanto no matrimônio literal quanto no noivado espiritual entre Cristo e sua Igreja. Para que esse ideal não seja violado. o clero ortodoxo não torna a casar-se. 3. Novos Casamentos, no Novo Testamento. Podemos alistar três casos, a saber: a. Quando o outro cônjuge morre. Os trechos de Rom. 7:1-3 e I Cor. 7:39 deixam claro que um novo casamento por parte de um crente, depois da morte de seu cônjuge, é espiritualmente legitimo e permissível, contanto que se faça «no Senhor», ou seja, com outro crente em Cristo. b. Quando um dos cônjuges divorcia-se do outro por motivo de adultério do outro (ver Mat. 5:31,32; 19:3-9). O cônjuge inocente, pois, pode casar-se novamente. No entanto, se uma parte da Igreja aprova isso com um sim, outra parte reprova com um não. Concordo com aqueles que dizem sim. Por outra parte, de acordo com I Tito 3:2 e I Tim. 1:6 (segundo alguns estudiosos), uma pessoa divorciada e novamente casada não deveria assumir posto de liderança na Igreja. a menos que extraordinariamente qualificada (conforme alguns dizem).

Também concordo com isso, embora a maioria discorde. c. A exceção paulina, Um crente pode divorciar-se legal e espiritualmente de seu cônjuge, se este é incrédulo. e se esse cônjuge incrédulo é que quer o divórcio (I Cor. 7:10-15). Diante de tal conjuntura o crente pode casar-se de novo, tendo sido abandonado por seu cônjuge. Essa é a interpretação de alguns (incluindo eu mesmo), embora outros neguem tal direito. Se não é possível um novo casamento, nesse caso, então é difícil perceber como é que tais crentes não ficam sujeitos à «escravidão». Em minha estimativa, tais crentes também podem exercer autoridade na Igreja, embora isso também seja negado por outros intérpretes, que aplicam. rigorosamente, os textos de Tito 3:2 e I Tim. 1:6. 4. Pontos de Vista Mais Liberais. Muitos intérpretes insistem em que as regras neotestamentárias sobre o divórcio e um novo casamento são parciais, porquanto existem razões ainda mais fortes para o divórcio do que o adultério, incluindo a insanidade e a criminalidade, os maus tratos, as perseguições, os abusos físicos, etc. Ver o artigo geral sobre o Divórcio, onde essas questões são ventiladas.

| Autor: Marcos Ramos França | Divulgação: EstudosGospel.Com.BR |


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