Estudo Bíblico A Ressurreição Corporal de Jesus


       Quem não crê na ressurreição corporal de Jesus não tem o direito legítimo de dizer que é cristão. Os que assim pensam continuam incrédulos, uma vez que a morte e a ressurreição de Cristo é evento central na salvação. Esta palavra é direcionada aos grupos religiosos que se julgam seguidores de Cristo, mas que negam que Ele ressuscitou dentre os mortos. E negam também muitas outras doutrinas cristãs: a divindade do Filho; a Pessoa do Espírito Santo; os milagres de Jesus; a existência de Satanás e seus demônios; o Juízo Final, e outras.
       A palavra de Jesus de Nazaré, a respeito de Sua ressurreição é inequívoca, clara e objetiva. O que passa disso é heresia.

“Desde então, começou Jesus a mostrar aos seus discípulos que convinha ir a Jerusalém, e padecer muito dos anciãos, e dos principais dos sacerdotes, e dos escribas, e ser morto, e ressuscitar ao terceiro dia” (Mt 16.21; 20.19; Lc 9.22).

       Antes de darmos continuidade ao estudo, vejamos o que significa “ressuscitar”: “Voltar à vida; tornar a viver; reviver, ressurgir” (Dicionário Aurélio). Isto é, significa dizer que um corpo que está morto retorna à vida, volta a ter vida, volta a viver. Foi o que aconteceu com Jesus. Alguns hereges dizem que isso é impossível porque a ciência não pode explicar, e que tudo que não é cientificamente explicado não merece crédito. Seria o caso de dizermos que Deus não existe, eis que jamais a Ciência provará a Sua existência. Que a Ciência se recolha à sua insignificância, quando comparada ao poder do Criador.

“Mas, depois que eu houver ressuscitado, irei adiante de vós para a Galiléia” (Mc 14.28).
 
       Quem iria? Um fantasma? O perispírito de Jesus? Não, Ele disse “eu irei”. Não há outra alternativa para os hereges senão deglutir essas verdades absolutas. Jesus ressuscitou dentre os mortos.
 
“Derribai este templo [o Seu corpo], e em três dias o levantarei” (Mt 27.63; Jo 2.19).
 
       Os incrédulos estão condenados ao castigo eterno por não acreditarem nessa verdade (Rm 10.9). Jesus ressurgiu dentre os mortos. Para vergonha dos ímpios, Ele apareceu a mais de quinhentas pessoas, como registra a Bíblia Sagrada, a palavra de Deus. Apesar disso, os hereges não crêem. Não crêem porque a luz do Evangelho ainda não lhes penetrou o coração. Estão com os olhos espirituais escamados, os corações endurecidos, a alma presa por heresias destruidoras.

       Vejamos o que disse Jesus a respeito da realidade de sua ressurreição corporal:

 
“E, falando ele dessas coisas. o mesmo Jesus se apresentou no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco. E eles, espantados e atemorizados, pensavam que viam algum espírito. E Jesus lhes disse: Vede as minhas mãos e os meus pés que sou eu mesmo; tocai-me e vede, pois um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que eu tenho. E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, não o crendo eles ainda por causa da alegria e estando maravilhados, disse-lhes: Tendes aqui alguma coisa que comer? Então, eles apresentaram-lhe parte de um peixe assado e um favo de mel, o que ele tomou e comeu diante deles” (Lc 24.36,37,39,40,41,42).
 
       Apesar da clareza do texto, que dispensa maiores comentários, Allan Kardec continuou sem acreditar. Leiam o que escreveu:
       “A ressurreição dá idéia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos” (O Evangelho Segundo o Espiritismo, Allan Kardec, cap. IV, item 4). Com essas palavras o Espiritismo rejeita a ressurreição de Jesus. Vejamos mais essa divagação:
       “O desaparecimento do corpo de Jesus após sua morte foi objeto de numerosos comentários... Uns viram neste desaparecimento um fato milagroso; outros supuseram uma remoção clandestina. Segundo outra opinião, Jesus não teria jamais revestido um corpo carnal, mas somente um corpo fluídico... e dizem que assim se explica que seu corpo, retornado ao estado fluídico, pôde desaparecer do sepulcro, e foi com este mesmo corpo que ele se teria mostrado depois de sua morte. Sem dúvida, um fato destes não é radicalmente impossível... Depois do suplício de Jesus, seu corpo lá ficou, inerte e sem vida; foi sepultado como os corpos comuns, e todos puderam vê-lo e tocá-lo. Depois de sua ressurreição, quando ele quis deixar a Terra, não morre; seu corpo se eleva, se desvanece e desaparece sem deixar nenhum sinal, prova evidente de que esse corpo era de outra natureza que não aquele que pereceu sobre a cruz; de onde será forçoso concluir que se Jesus pôde morrer, é que tinha corpo carnal” (A Gênese, cap XV-64-65, p. 302/303).
       Ao aparecer aos discípulos, Jesus declarou enfaticamente que não era um espírito. Por conseqüência, não era um perispírito nem um fantasma. “SOU EU MESMO”, disse o Jesus ressurreto. Para que não restasse qualquer dúvida, Ele comeu peixe assado e mel diante deles. Quem está com a razão? Allan Kardec ou Jesus?
       Ocorre que a ressurreição corporal de Jesus e, na volta dEle, a ressurreição também corporal dos remidos contrariam a antibíblica doutrina da reencarnação. Nesta, o espírito retorna indefinidas vezes à Terra para uma nova existência corpórea. Neste caso, qual será o corpo da ressurreição? Entenderam? 
 
“Ora, Deus, que também ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará a nós pelo seu poder” (1 Co 6.14).
 
       A Bíblia diz que o homem só morre uma vez (Hb 9.27). No Espiritismo, há muitas mortes (separação corpo-espírito). Ora, o corpo também faz parte da redenção:
 
“... esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo” (Rm 8.23).
 
       Isto é, o corpo não é um invólucro descartável. Com a ressurreição, a redenção alcança a plenitude.

Autor:  Pr Airton Evangelista da Costa