Estudo Bíblico Sobre A origem do Halloween


          No ano de 835 d. C., que o papa Gregório III, permitiu que os territórios recém ocupados pela Igreja, como a Irlanda, combinassem o antigo ritual de Samhain com as tradições cristãs, sendo a partir desta data que o Dia de Todos os Santos, que era celebrado no mês de maio, fosse transferido para 1 de novembro. E do inglês antigo "Hallowed", que significa "All Hallows Eve", em bom português "Noite de Todos os Santos", surgiu o termo Halloween.
         Os fundadores dos Estados Unidos não permitiram a celebração desse dia porque sabiam que era uma festividade pagã. Mas, em 1840, os primeiros imigrantes irlandeses, em busca de prosperidade, foram viver nos Estados Unidos, Canadá e outros países e junto com eles, levaram seus costumes.
        “Trick or Treat” – Truque ou Prenda/ Doces ou Travessuras, Abóbora como luminária e Fantasias
         Existem algumas práticas que originaram esse “costume” do Halloweem atual.
         Para realizar seus rituais com sacrifício humano, os druidas exigiam dos camponeses as filhas mais velhas virgens para serem ofertadas a seus “deuses”. Se a família se recusasse, eles invocariam demônios para atormentar aquela família até a morte. Os demônios não matavam as pessoas, mas as levavam a cometer o suicídio. Se a família entregasse a filha para o sacrifício, recebia dos druidas a abóbora com a caricatura recortada e vela dentro para “avisar” aos demônios que aquela família não deveria ser atormentada.
         Os celtas também acreditavam que enquanto as almas pecadoras esperavam pelo seu julgamento, o seu deus Samhaim as libertava por uma noite, em 31 de outubro. Eles criam que essas almas iam até as casas das pessoas, que as esperavam com um banquete sobre a mesa, e temiam esses espíritos, que segundo a sua crença poderiam machucá-los e até mesmo matá-los se os sacrifícios oferecidos não agradassem à Samhain. Com a intenção de manter os espíritos longe de suas casas, as pessoas esculpiam rostos demoníacos em abóboras e nabos grandes e colocavam velas dentro.
         Os druidas e celtas também acreditavam que na noite de 31 de outubro, a noite de Samhain, voltava com os espíritos dos não vivos. Segundo essa crença, todos que morreram ao longo daquele ano regressavam à procura de corpos vivos para possuir e usar até a próxima noite de 31 de outubro. Fogueiras eram acesas nas colinas para afugentar tais espíritos, enquanto que as tochas dos vilarejos eram apagadas para que o local fosse considerado frio e sem vida pelas almas e estas não circulassem pelo lugar. Alguns grupos de moradores das aldeias utilizavam "fantasias" e máscaras a fim de assustar os espíritos que procuravam corpos para possuir.
         Para o povo celta, os espíritos malignos eram apaziguados quando se deixava comida para eles (comentário meu: parece o canbomblé com as macumbas, despachos...) Com o passar do tempo, os mendigos começaram a pedir alimentos em troca de orações para pessoas mortas. Após o fim da civilização céltica, através de uma lenda irlandesa, a frase ‘trick or treat’ teria ficado marcada graças a um homem que conduzia uma procissão que tinha como objetivo arrecadar oferendas de agricultores para que as colheitas não fossem devastadas por demônios. O tal homem ameaçava então os plantadores para que eles dessem comida, caso contrário, sofreriam com a travessura das almas maléficas em suas plantações.
         As lanternas feitas em abóboras, conhecidas como Jack-O-Lanterns. De acordo com uma lenda irlandesa, um homem chamado Jack encontrou com o diabo no dia 31 de outubro, mas conseguiu enganá-lo evitando a morte. Porém, um ano depois, na mesma data, Jack faleceu e foi proibido de entrar no céu por ser um homem grosso e avarento. Sem alternativa, foi para o inferno, porém o diabo não permitiu que ele ficasse ali. Com pena da alma penada, o diabo joga uma brasa para que esta vague eternamente pelo limbo. Para que ela não se apagasse, Jack a colocou dentro de um nabo. Quando a tradição chegou à América, as lanternas de Halloween começaram a serem feitas em abóboras, por serem maiores e mais abundantes. De acordo com a lenda, é possível ver nas áreas rurais irlandesas uma luzinha fraca na noite de Halloween por entre as árvores. Trata-se de Jack procurando por um lar.

No Brasil

         No Brasil, a festividade começou a ganhar adeptos no final nos anos 80, quando começaram a ser organizadas festas, as primeiras através de cursos de inglês.

Halloween Atualmente

         Não é segredo a existência das Igrejas de Satanás, cuja sede é em São Francisco – Califórnia. Alguns ex-bruxos e ex-satânicos convertidos relatam a prática atual de sacrifícios humanos ocultos à satanás, sendo uma das datas a de 31 de outubro.
         Também relatam que não é acidente quando colocam pedaços de navalhas para cortar, agulhas, drogas e veneno nos doces dados às crianças com a intenção de que essas crianças feridas ou até mesmo mortas devido à ingestão desses doces são sacrifícios oferecidos à Samhain (Satanás).

Analisando

         Depois de ler tudo isso, depois de estar esclarecido e não poder alegar ignorância quanto ao significado do Halloween, você ainda assim pensa em partilhar seu prato com Satanás participando da sua festa?
         Atente para os avisos escritos pelos Apóstolos na Bíblia:

"20 – Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não a Deus. E não quero que sejais participantes com os demônios.
21 – Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios: não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios." I Coríntio 10:20-21

"E não comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas, mas antes condenai-as." Efésios 5.11

         Que o Senhor nosso Deus lhe dê entendimento, livramento e sabedoria para se livrar das astutas artimanhas do inimigo de nossas almas.
         Em todas as situações, Deus é o nosso refúgio.
         Fiquem na Paz do Senhor Jesus.

Autor: Ana Bastos

Referências:

- Bíblia Sagrada (João Ferreira de Almeida – Revista e Corrigida)
- Celebrations - The Complete Book of American Holidays, Robt. J. Myers, (Doubleday & Co., 1972).
- The Famous Druids, A. L. Owen, (Clarendon Press, Oxford, 1962).
- The American Book of Days, George William Douglas, (H.W. Wilson Co., 1948).
- The Two Babylons, Rev. Alexander Hislop, (Chick Publications, 1998). 


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