Remissão, Desculpa e Perdão. Qual Deles é o Maior?


Hebreus 9:22 - "E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e sem derramamento de sangue não há remissão."

Por incrível que pareça, o PERDÃO é o mais fraco dos instrumentos de recuperação da honra. O perdão que é tão difícil para nós, consiste tão somente em suspender as cobranças pelos danos causados por outra pessoa ao perdoador.

Uma pessoa pode ser perdoada e sentir-se muito feliz pela restauração da possibilidade de um relacionamento com a vítima. Mas o perdão dado não garante que a vítima deixe de lembrar a culpa do outro. Certamente que o causador do dano estará isento de cobrança, mas a dívida estará sempre diante de seus olhos, dos olhos da vítima e dos olhos de todos.

Já a DESCULPA é um ato de restauração mais forte do que o perdão, porque esta pressupõe que o dano foi recompensado pela parte causadora. Por exemplo, um criminoso que foi julgado e sentenciado não pode ser acusado novamente do crime cometido depois de cumprir a sentença proferida. O cumprimento da sentença faz cair a culpa. Esse é o exato significado da palavra composta do prefixo "des" (desfazer) com a raiz "culpa": Daí que desculpa significa "desfazer a culpa".

Daí que o ato mais forte é a REMISSÃO. A remissão produz como resultado que a culpa seja apagada da memória, como se o dano nunca tivesse sido causado). Remissão é um ato tão forte que não faz parte das rotinas processuais nas sociedades modernas. Nos regimes mais autoritários, como a monarquia ou similares, este ato era previsto, mas só podia ser praticado pela autoridade máxima e em circunstâncias extremamente especiais, mediante a compensação dos danos. Isso significa que a compensação do dano tinha que ser feita pela autoridade que se dispunha a decretar a remissão.

A remissão não pode ser decretada sem que o dano seja compensado. Na prática é como se a remissão fosse a soma do ato de perdão com a desculpa. Mas não podemos esquecer que devido a força do resultado, a remissão só pode acontecer mediante decreto.

Se um monarca decretasse a remissão de algum súdito e aparecessem acusadores peiteando contra o remido, esses acusadores não estariam mais ultrajando o súdito remido e sim o rei que o remiu. Se chegasse ao conhecimento do rei essa acusação, o acusador teria que pagar a ofensa com sua própria vida.

Assim podemos entender a necessidade do sacrifício do Senhor Jesus na cruz.

Ele poderia simplesmente decretar o perdão dos pecados e já nos deixaria felizes para sempre. Mas o diabo sempre poderia se apresentar diante de Deus para lembrá-lo dos danos causados pelos nossos pecados. Em decorrência de sua Santidade, Deus estaria em dívida por nós. Se fosse tentar pagar os pecados da humanidade com sangue de bode, não haveria rebanho no mundo que pudesse cobrir nossos pecados.

A justiça de Deus é rígida e também inquebrável (no contexto terreno tudo que é rígido é quebrável e tudo que é inquebrável tem que ser dotado de alguma flexibilidade). É por isso que a justiça humana é falha, pois tenta ser rígida mas quando se volta contra os poderosos, logo acha um ponto de flexibilidade para achar escape para os seus.

Foi nisso que o diabo apostou quando desafiou Deus para um duelo. Ele acreditou que se o filho de Deus viesse à terra como homem comum, não conseguiria escapar de suas tentações. E uma vez que cometesse pecado, seria culpado como qualquer pecador. Daí que Deus inventaria uma fórmula para distorcer suas regra a fim de dar escape para seu filho.

Mas Jesus se expôs além do necessário. Já que veio a terra, Ele não somente passou pela história antropológica sem cometer nem ao menos um pecado (apesar do diabo ter usado todos os seus truques mais eficazes para enredá-lo), como se arriscou perigosamente assumindo o pecado de toda a humanidade.

A estratégia foi de uma inteligência inigualável porque permitiu que o Senhor Jesus cobrisse com seu sangue os pecados de toda humanidade (em todas as épocas e em todos os países). Enquanto o diabo via um pecador sentenciado com a pior sentença possível (morte de cruz), Deus via um filho corajoso correndo o risco de ficar preso no inferno ao assumir o pecado de pessoas que nem sequer haviam ainda se arrependido.

Era como se Jesus estivesse assinando um cheque em branco, onde o valor possa ser preenchido somente depois que o último pecador for restaurado totalmente.

Não se tratava somente de morrer na cruz. Havia necessidade de compensar os danos causados pelos pecados de cada um: danos causados a Deus, danos causados ao mundo e também danos causados ao diabo).

A remissão só seria possível se todas as dívidas fossem quitadas. Era preciso derramar todo o sangue.

Tenho um boa notícia para dar nesta hora!

Romanos 8.1 diz assim: "Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito."

Sabe o que isso significa?
Que Jesus não somente perdoou, como também desculpou e principalmente remiu.

Hoje podemos dizer: ESTOU REMIDO PELO SANGUE DE JESUS. O DIABO QUE SE DANE. MEUS ACUSADORES TERÃO QUE ACERTAR CONTAS COM O DEUS QUE ME REMIU.

CONCLUSÃO:

Núm 22:12 Então, disse Deus a Balaão: Não irás com eles, nem amaldiçoarás a este povo, porquanto bendito é.

Ats 10:15 E segunda vez lhe disse a voz: Não faças tu comum ao que Deus purificou.

1Jo 2:1 Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo.

| Autor: Pr. Carlos Ribeiro | Divulgação: estudosgospel.Com.BR |


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