Poltergeist - Poder da Mente ou Atividade Demoníaca?

 
O termo “poltergeist”, do idioma alemão, é traduzido como espírito brincalhão (“polter” = barulhento, brincalhão, desordeiro; “geist” = espírito). São conhecidos como “poltergeist” os fenômenos sobrenaturais, não explicados pela ciência, tais como: lançamento de pedras, luzes que surgem do nada; deslocamento de objetos leves ou pesados; surgimento espontâneo de água, fogo, ou focos de luz; anormalidade nas instalações elétricas e telefônicas; abertura de portas; pancadas em lugares diversos; clarão ofuscante; estouro de lâmpadas; ruídos de passos ou correria; vozes; brinquedos que funcionam mesmo sem as baterias (pilhas); corrente de ar, etc.
 
A Parapsicologia define esses fenômenos como “uma faculdade extra-sensorial na qual a mente atua diretamente sobre a matéria, através de meios invisíveis, sem contato físico. O termo psicocinesia é derivado das palavras gregas “psyché” (alma) e “kinein” (mover)” (01).
 

São muitos os relatos. Escolhemos apenas dois. Vejam:
“Na Bahia, a casa de Raimundo Moreira Vaz, morador da fazenda Lagoa do Mato, a um quilômetro de Euclides da Cunha, onde há cem anos ocorreu a Guerra dos Canudos, ganhou fama ao ser atingida por uma chuva de pedras, combustão espontânea, aparecimento de balas de revólver, cartuchos de pólvora, redes, panelas amassadas, marretas, facões e vários tipos de artefatos que foram usados na rebelião de Canudos. Surgiram do nada. Acredita-se que o agente era o filho de Raimundo, o caçula Adelson, de treze anos”.
 
”A empregada doméstica Luzia Maria Inácio, de 46 anos, convive há três meses, diariamente, com fenômenos estranhos, na casa onde mora com os três filhos, em Santa Rita (Paraíba). Como no filme Poltergeist, pratos, talheres e telhas flutuam no ar e marcas de ferimentos no corpo, principalmente nas costas, completam o quadro de mistério. “Não tenho mais paz”, disse a doméstica, sem saber explicar o que acontece na casa de quarto e sala”.
 
 
Os fenômenos seriam produzidos por pessoas vivas, e não por seres espirituais: “A teoria mais em voga, adotada atualmente pelos parapsicólogos considerados ortodoxos, e aceita hodiernamente como a mais correta pela maioria dos especialistas, é aquela que atribuía um agente humano a causa de tais fenômenos. Segundo este ponto de vista, o poltergeist é um fenômeno provocado por vivos e não por seres desencarnados: espíritos de mortos, duendes, demônios ou algo semelhante. Portanto, no poltergeist, apenas o agente humano denominado epicentro é o causador dos distúrbios, ruídos, movimento de objetos ("apports"), vozes humanas, levitações, sumiços de objetos etc.
 
A Ciência se mostra incompetente para decifrar o enigma: “Como já mencionamos acima, o método científico utiliza a matéria como única maneira de explicar os fenômenos naturais. O que está além disso até hoje é uma total incógnita para todos os cientistas. Somente um filósofo pode chegar a estas conclusões, e são poucos os que nascem de tempos em tempos para estas explicações”.
 
O conselho do Espiritismo é que se recorra a um médium: “Para estes fenômenos, que se demonstram em casas familiares, aconselhamos antes de mais nada, o perceber quem o provoca e por quê? Muitas vezes estes fenômenos devem-se às energias de espíritos familiares, ou não, que por qualquer razão querem contactar e não conseguem, aconselhamos assim o recurso a um Médium, de conduta fidedigna”.
 

Os Discos Voadores (OVNIs)
Os OVNIs (Objetos Voadores não Identificados) enquadram-se na categoria de fenômenos sobrenaturais, embora sua ocorrência se dê numa dimensão maior e de maior complexidade em relação aos casos de poltergeist em casas familiares. Há algo em comum nos poltergeists e OVNIs: 1) Manipulação da energia e demais elementos da Natureza; 2) Movimentos inteligentes a indicar a existência de seres inteligentes na produção de tais fenômenos; 3) Fenômenos de efeitos físicos; 4) Antecedentes ocultistas dos envolvidos; 5) Terrorismo mental; 6) Os autores dos fenômenos demonstram possuir poderes sobrenaturais; 7) Demonstram desejo de afligir suas vítimas, criar-lhes situações embaraçosas; parece fazê-lo com o intuito de divertimento, que eu chamaria de sadismo.
 
 
Vejamos algumas considerações sobre os OVNIs:
“As entidades OVNI encontradas por Strieber [Whitley Strieber, com fortes antecedentes no ocultismo, escritor de best-sellers que teve encontro pessoais com esses fenômenos] são malignas, e ele percebeu isso. Mas os que entram em contato com os OVNIs geralmente parecem ser manipulados para aceitar a idéia de que as entidades são “benevolentes”. As severas perturbações mentais e espirituais caracteristicamente apresentadas pelos que têm experiências com entidades OVNI são bastante comuns na descrição do Sr. Strieber, e incluem: antecedentes ocultistas do indivíduo; manipulação dramática de experiências mentais, eventos poltergeist... sensação inicial e intuitiva de enorme medo e constante malignidade”.
 
Strieber revela que foi maltratado com brutalidade e sadismo: “Fiquei pensando que talvez estivesse nas garras de demônios, imaginando se estavam me fazendo sofrer para seus próprios fins, ou simplesmente para seu prazer”.
 
Stuart Goldman, pesquisador, citado por John Ankerberg, declarou que “... o fato desagradável é que cinqüenta mil pessoas não podem estar mentindo. Algo está aqui – sondando as pessoas, investigando-as e plantando pensamentos em suas mentes, manipulando seus corpos – tratando-as, num certo sentido como gado. O fenômeno é claramente demoníaco. Em nossa biblioteca e arquivos temos mais de mil casos de contatos com ÓVNIS que só podem ser descritos desse modo”.
 
O poltergeist familiar, isto é, os fenômenos produzidos dentro ou ao redor de uma casa, têm muito em comum com os chamados “Discos Voadores”. Acompanhemos o pensamento de John Ankerberg: “Os poltergeists são uma manifestação importante dos fenômenos ocultos, sendo também frequentemente associados com os OVNIs. Há um paralelo surpreendente entre as aparições (“flaps”) de OVNIS (grande número de aparições num período de tempo relativamente curto) e o aparecimento de poltergeists, tanto numérica quanto geograficamente. O Dr. Vallee observa: `É a regra não a exceção encontrar pessoas que viram OVNIs precedidos ou seguidos por outras anormalidades, especialmente da variedade poltergeist”.
 

O Espiritismo trata do assunto da seguinte forma:
a) “Nos fenômenos de efeitos físicos, como os das casas assombradas, a maioria dos Espíritos age por desespero, revolta, medo ou decepção. Mas existem outros motivos. Os Espíritos batedores ou perturbadores, os causadores de poltergeists, estão na ordem dos imperfeitos”.
 
b) “Espíritos batedores e Perturbadores – Estes espíritos manifestam sua presença por efeitos sensíveis e físicos, tais como pancadas, movimento e deslocamento anormal dos corpos sólidos, agitação do ar, etc. Mais que os outros, parecem ligados à matéria e afiguram-se os agentes principais das vicissitudes dos elementos do globo, quer agindo sobre o ar, a água, o fogo e os corpos sólidos, quer nas entranhas da Terra. Reconhece-se que esses fenômenos não são produzidos por uma causa fortuita e física, quando têm um caráter intencional e inteligente”.
 
c) Como um Espírito pode mover um corpo sólido?
R – Combinando uma porção do fluído universal com o fluído que se desprende do médium apropriado a esses efeitos. Quando a massa que deseja mover é muito pesada para ele, pede a ajuda de outros Espíritos”.
 
d) “Os Espíritos podem produzir flamas [chamas, labaredas], clarões, como qualquer outro efeito para demonstrar a sua presença”.
 
e) “Já dissemos que as manifestações físicas têm por fim chamar a nossa atenção para alguma coisa e convencer-nos da presença de um poder superior ao homem. A maioria dos espíritos quer apenas divertir-se. São espíritos antes levianos do que maus. Riem dos sustos que pregam e do trabalho que dão para se descobrir a causa do tumulto.
 
f) “O Espírito age sobre a matéria; tira da matéria cósmica universal os elementos necessários para formar, como quiser, objetos com a aparência dos diversos corpos da Terra. Os objetos formados pelo Espírito são de existência passageira... ele pode fazê-los e desfazê-los a seu bel prazer”. Esses objetos podem, em certos, casos, parecer para os vivos perfeitamente reais, tornando-se momentaneamente visíveis e mesmo tangíveis”.
 
g) “Uma fria e serena observação demonstra que esse efeito independe da vontade humana e de toda causa material e que além disso representa sinais evidentes de inteligência e vontade própria, o que é o seu traço mais característico, somos forçados a atribuí-la a uma inteligência oculta”
 

A Parapsicologia – ciência que estuda os fenômenos considerados incomuns - assim se manifesta:
a) “Os "poltergeist" ou "casas mal-assombradas", com seus fenômenos físicos de todo tipo, estão quase sempre ligados à adolescência; e sempre a pessoas problemáticas, reprimidas. Às vezes, estão ligados a pessoas mentalmente retardadas. Por isso geralmente nas casas mal-assombradas aparece claramente essa psicologia infantil, retardada ou problemática. Nem demônios nem espírito da bruxa. Basta uma simples análise dos fatos para perceber que quem dirige a telergia é o inconsciente problemático dos vivos”.
 
b) “A psicocinese (ação da mente sobre a matéria) inclui diversos fenômenos, como a faculdade de se movimentar objetos com a força da mente, casos de casas mal-assombradas (poltergeist) teleportação, materialização e desmaterialização. A psicocinese ou psicocinesia (“movimento pela mente”), é um termo adotado mais recentemente em substituição a telecinese (“movimento a distância”) para explicar a ação da mente sobre objetos físicos”.
 
As teses do Espiritismo e da Parapsicologia são conflitantes. Um defende que os fenômenos são produzidos por espíritos brincalhões; o outro que a sua origem está na ação da mente humana sobre a matéria.
Vejamos a tese espírita, em resumo: a) Os causadores de tais fenômenos – pancadas, deslocamento de corpos sólidos, combustão e ação sobre ar, água e fogo - são os espíritos, e o fazem por desespero, revolta, medo, decepção ou puro prazer; b) agem para demonstrar que existe um poder superior ao homem; c) os espíritos ficam rindo de suas vítimas; d) os espíritos agem sobre a matéria e formam qualquer tipo de objeto; e) os fenômenos são produzidos por entidades ocultas. Independem da vontade humana.
Na descrição dos “espíritos”, os OVNIs se enquadram perfeitamente na categoria de “fenômenos poltergeists” Embora o Espiritismo não mencione o nome “Discos Voadores” – até porque, suponho, tais fenômenos somente surgiram depois que Allan Kardec escreveu seus livros -, a descrição é inconfundível: “O Espírito age sobre a matéria e forma objetos diversos, e pode fazê-los desaparecer”.
 
Uma inteligência oculta produz tais fenômenos. Descarto a hipótese da parapsicologia. Se considerarmos, como considero, que os OVNIs assemelham-se aos poltergeist familiares, a tese da força mental fica prejudicada. Adolescentes com problemas psicológicos poderiam gerar enormes fachos de luz, em forma de disco, percorrendo os céus a velocidades incríveis? Se a mente humana produzisse esses fatos, a própria mente teria poder para desfazê-los, tão logo o autor se sentisse prejudicado. Os fenômenos seriam resultantes de uma ação involuntária da mente? Nossa mente pode agir sozinha, independente de nossa vontade? A mente não seria sinônimo de espírito e nesse caso a Parapsicologia não estaria se aproximando da tese espírita? Se os fenômenos revelam movimentos inteligentes e bem planejados, boa dose de sadismo e irreverência, como admitir que a mente de um adolescente problemático possa produzi-los?
 
Interessa-nos meditar sobre qual tipo de entidade oculta e inteligente produz tais fenômenos. Concordo com o Espiritismo quando diz tratar-se de espíritos levianos, imperfeitos e sádicos. Concordo quando diz que são perturbadores da ordem que se deliciam com o sofrimento de suas vítimas. Concordo em que os autores são espíritos malévolos, com poderes para manipular a matéria a seu bel prazer. O que não concordo é que sejam espíritos desencarnados, isto é, espíritos dos mortos.
 
Quem nos garante que os fenômenos sobrenaturais, incluindo os discos voadores, são produzidos pelos mortos? A prova apresentada pelo Espiritismo é a palavra dos próprios desencarnados. O Livro dos Médiuns e o Livro dos Espíritos foram escritos a partir de declarações dos espíritos. São realmente espíritos humanos? É possível que, após desligar-se do corpo pela morte, as almas tenham poderes para atemorizar e colocar em risco as pessoas, queimar casas e objetos, causar prejuízos materiais e psíquicos, tudo por motivos fúteis? Para se divertirem, demonstrar força ou querer aparecer? Ora, o Espiritismo diz que, apesar de suas maldades, esses espíritos não são maus; são levianos e imperfeitos; cometem esses desatinos como crianças que querem brincar.
 
Segundo a doutrina espírita, os espíritos tendem a aperfeiçoar-se; caminham nessa direção; conseguirão alcançar o alvo mediante sucessivas e incontáveis reencarnações. Mas, apesar de terem esse conhecimento, um grupo deles resolve fazer traquinagens sem fim, retardando seu próprio crescimento. Não parece uma incoerência?
 

A Vida após a Morte
Qual a real situação dos mortos? Possuem poderes capazes de atenazar a vida dos vivos? Jesus, a Verdade, poderá responder.
 
Allan Kardec disse: “Ponde, em lugar da palavra demônio, a palavra Espírito e tereis a doutrina espírita; ponde a palavra anjo e tereis a doutrina cristã”. Concordo. Portanto, onde o Espiritismo lê “Espíritos”, com relação a referidos fenômenos, o Cristianismo lê “demônios”.
 
Através da parábola do rico e Lázaro, Jesus nos ensinou uma realidade espiritual. Um dos objetivos das parábolas é fazer-nos compreender o mundo espiritual, o reino dos céus, a situação após a morte e outros assuntos. Ele disse que, após a morte, certo homem, rico e injusto, foi para um lugar de tormentos, onde reconheceu tardiamente seus erros. Lembrou-se de seus irmãos ainda vivos, e desejava que recebessem a visita de um desencarnado, com o objetivo de levar-lhes palavras de vida eterna. Não conseguiu seu intento (Lc 16.19-31).
 
O rico, ou o espírito do homem rico e injusto, tinha tudo para se tornar um espírito leviano e sair por aí revoltado, infernizando a vida dos demais. Ele mesmo, com seus poderes sobrenaturais, segundo a tese espírita, teria condições de sair de seu lugar e ir ter com seus irmãos, jogar pedras sobre o telhado da casa, incendiar alguns móveis. Enfim, poderia muito bem falar ele mesmo com seus irmãos. Mas não pôde. Ficou retido em seu lugar de tormento; acabrunhado, impotente, consciente de sua situação irreversível.
 
O mundo espiritual ensinado por Jesus difere do ensinado pelo Espiritismo. Neste, os desencarnados botam pra quebrar; fazem inúmeras vítimas; zombam dos pobres mortais; desrespeitam o direito de posse sobre bens móveis e imóveis; criam clima de tensão no meio das famílias; tiram-lhes o sossego noturno e causam prejuízos materiais incalculáveis. Não se preocupam com o alegado caminho rumo à perfeição. Em contraste, o rico em tormentos não podia sequer sair da posição em que se encontrava.
 
 
Espíritos Malignos
Os demônios são as inteligências ocultas que promovem os fenômenos sobrenaturais sob comentário. Antes de prosseguirmos, apresentarei algumas passagens da Bíblia, dentre muitas outras, que provam a existência de espíritos malignos.
 
a) Jesus, a Verdade, disse que o inferno foi preparado para o diabo e seus anjos (Mt 25.41). Para o inferno irão também os injustos. Portanto, existe um ser espiritual chamado diabo ou satanás ao qual está subordinado grande número de anjos maus, conhecidos como demônios.
b) Jesus, a Verdade, disse: “Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele servirás” (Mt 4.10). Jesus não expulsou da sua presença um desencarnado, um espírito leviano qualquer. Expulsou o maioral das hostes malignas. Para mais referências sobre a existência do diabo e seus anjos, leia o estudo O Espiritismo e os Espíritos Malignos.
 
O Espiritismo, que não acredita na existência de Satanás e seus demônios, identifica facilmente os espíritos? Vejam: “A questão da identidade dos Espíritos é uma das mais controvertidas, mesmo entre os adeptos do Espiritismo. Porque os Espíritos de fato não trazem nenhum documento de identificação e sabe-se com que facilidade alguns deles usam nomes emprestados. Esta é, portanto, depois da obsessão, uma das maiores dificuldades da prática espírita”.
 
Como se vê, são mentirosas as entidades espirituais que o Espiritismo chama de “desencarnados”. Não se pode acreditar no que afirmam. Escondem a verdadeira identidade. A doutrina espírita ensina que os espíritos bons são identificados pelas boas palavras, bons atos e bons conselhos. Mas se mentem, se são maliciosos e astutos não podem eles apresentar uma aparência de bondade apenas para enganar? Vejam o que Jesus, a Verdade, nos revelou:
“Vós tendes [os judeus incrédulos] por pai ao diabo e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (Jo 8.44).
 
Jesus referiu-se a um espírito humano, com amplas possibilidades de aperfeiçoar-se? Não. Jesus identifica, intitula, particulariza e nomeia o diabo como um espírito diferente dos espíritos humanos. Fala de uma classe especial de seres malignos, originários da grande rebelião nas regiões celestiais.
 
No diálogo a respeito da expulsão de demônios, Jesus deixou claro que Belzebu, “o príncipe dos demônios”, como bem entendiam os fariseus, era um dos nomes de Satanás. Disse Jesus: “Se Satanás expulsa a Satanás, está dividido contra si mesmo; como subsistirá, pois, o seu reino?” (v. Mt 12.22-29).
 
Resta-nos saber se o diabo e seus demônios, pertencentes ao reino das trevas, são capazes de produzir poltergeists. Vejamos alguns versículos da Bíblia:
 
“E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz” (2 Co 11.14). O Diabo não possui poderes plenos e ilimitados, mas o bastante para enganar com prodígios de mentira.
 
Satanás é descrito como “o príncipe das potestades do ar”. E as “hostes espirituais da maldade” são descritas como os principados, as potestades, os príncipes das trevas deste século, contra as quais devemos lutar sempre. A Bíblia recomenda que estejamos revestidos de “toda a armadura de Deus (Evangelho, fé, oração, Espírito) para que possais estar firmes contra as astutas ciladas do diabo” (Ef 2.2; 6;11,12). Os espíritos humanos seriam uma ameaça constante à nossa vida espiritual, poderosos ao ponto de exigir permanente vigilância? Claro que não.
 
O fim dessas hostes será no tempo de Deus. Jesus, a Verdade, afirmou que “agora, é o juízo deste mundo; agora, será expulso o príncipe deste mundo” (Jo 12.31). Por meio da morte e ressurreição de Cristo, Satanás foi vencido e tudo que lhe diz respeito. Sua derrota final ocorrerá nos tempos do fim (Ap 20.10). O Maligno é príncipe, senhor e deus para os que obedecem ao seu comando.
 
As declarações acima, sobre Satanás e seus anjos maus, não deixam dúvida de que (a) eles existem, (b) possuem um reino, (c) tem poderes. Vimos como Satanás é individualizado e chamado pelo nome. Ele anda ao derredor, como um leão, buscando a quem possa tragar – diz a Bíblia. Esse breve relato é bastante para comprometer a tese de que as maldades provocadas pelos fenômenos sobrenaturais - poltergeists e OVNI – são de iniciativa de espíritos humanos, levianos e brincalhões.
 
Como foi ensinado por Jesus, a destinação dos que morrem é a seguinte: seguem para um lugar de tormentos, se viveu uma vida de injustiça e não creu em Jesus como Senhor e Salvador: “Quem não crê já está condenado”; “Quem crê nele não é condenado” (Jo 3.18). Este estudo não objetiva tratar de soteriologia. Apenas desejo explicar que após a morte os justos seguirão para um lugar de paz, e os demais para um lugar de tormentos. Trata-se de uma situação irreversível.
 
Dito isto, insisto em afirmar que no mundo espiritual dos mortos não há liberdade para que os espíritos produzam obras capazes de prejudicar pessoas, como no caso dos poltergeists. Os que morreram sem temor a Deus estão como que presos, tolhidos em suas ações, impossibilitados de promoveram desordens a seu bel prazer. Do contrário, viveríamos nos piores dos mundos. Assassinos irrecuperáveis continuariam, mesmo após a morte, a vitimar as pessoas, a vingar-se de seus desafetos, a cometerem toda sorte de atrocidades. Diz a Bíblia que após a morte segue-se o juízo (Hb 9.27). Isto é, em tormentos, os mortos ficam aguardando o Juízo Final para serem lançados definitivamente no inferno (Ap 21.8).
 
Após a morte, homens “levianos, brincalhões” e maus não têm plena liberdade para continuarem com suas maldades. Por outro lado, Satanás e seus demônios, seres espirituais distintos dos espíritos humanos, continuam com liberdade para enganar os homens e promoverem desordens, como as que estamos examinando. Assim como as maldades dos homens maus têm fim com a morte, chegará o dia em que cessará a atividade dos demônios (Ap 20.10). Deus quer que seja assim.
 

Conclusão
Não consigo dissociar os poltergeists das atividades demoníacas. Por trás desses fatos está uma inteligência oculta e maquiavélica. Suas ações podem ser contidas com oração, fé e o poderoso nome de Jesus: “Em meu nome, expulsarão demônios” (Mc 16.17).
 

Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa


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