O Homem Insignificante


O autor do livro de Hebreus, no Novo Testamento, citou Salmo 8 quando perguntou: “Que é o homem, que dele te lembres? Ou o filho do homem, que o visites?” (Hebreus 2:6). Na nossa arrogância, percebendo a primazia dos seres humanos sobre as plantas e os animais que populam este planeta, é fácil esquecer da nossa pequenez. Mas qualquer pessoa que acredita que somos criaturas precisa refletir sobre a grandeza do Criador. Só pensar nisso deve nos humilhar!

Quando olhamos para os feitos dos homens, ficamos admirados. A força, agilidade e rapidez dos atletas nas Olimpíadas impressionam qualquer espectador. A fluidez do toque de um pianista ou a perfeição da voz de uma cantora pode nos emocionar pela beleza da apresentação. As grandes pontes e os arranha-céus nos deixam admirados com a capacidade dos engenheiros responsáveis. Avanços na medicina e notícias de cirurgias delicadíssimas podem nos deixar maravilhados com a inteligência do homem aplicada nestas áreas científicas. Mas nenhum feito humano passa da aplicação de habilidades e manipulação de materiais que recebemos do Criador de todo o universo. Com certeza, ele não se impressiona com a nossa inteligência, força ou agilidade. Mesmo quando ele olha para as maiores conquistas dos homens, ele continua tão superior que o homem é como nada.

O homem, com suas tendências de pensar nos relacionamentos humanos em termos de hierarquias de poder e importância, pode até concluir que acima dos insignificantes encontraria alguns importantes. Os ricos e poderosos não chamariam a atenção de Deus, mesmo se o resto da população humana não tivesse importância? O rei do Egito pensou assim quando desafiou Moisés com estas palavras: “Quem é o SENHOR para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o SENHOR, nem tampouco deixarei ir a Israel” (Êxodo 5:2). Mais de 800 anos depois, o rei da Babilônia mostrou a mesma atitude quando ameaçou três jovens hebreus e perguntou: “E quem é o deus que vos poderá livrar das minhas mãos?” (Daniel 3:15).

Alguns comentários de Deus podem surpreender homens orgulhosos. A habilidade do homem, inclusive a capacidade de conquistar dinheiro e poder, não impressiona o Senhor. Tanto o pobre como o rico são insignificantes diante do Criador: “Somente vaidade são os homens plebeus; falsidade, os de fina estirpe; pesados em balança, eles juntos são mais leves que a vaidade” (Salmo 62:9). A vaidade, um vazio total, não pesa nada. E todos os homens juntos são mais leves ainda! Em épocas de eleições, candidatos e seus partidários gastam bilhões na concorrência para exercer poder temporário sobre algumas outras pessoas. Mas diante do Senhor, estas nações inteiras e seus líderes não são nada! “Todas as nações são perante ele como coisa que não é nada; ele as considera menos do que nada, como um vácuo. . . . Ele é o que está assentado sobre a redondeza da terra, cujos moradores são como gafanhotos; é ele quem estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar; é ele quem reduz a nada os príncipes e torna em nulidade os juízes da terra” (Isaías 40:17,22,23).

Uma vez que entendemos esta diferença enorme entre Criador e suas criaturas, percebemos melhor o tamanho do amor de Deus e de sua graça para conosco. Ele se importa conosco tanto que mandou seu Filho para nos resgatar: “Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Ele dá tanta importância ao homem que fez questão de revelar as Escrituras para nos guiar à comunhão com ele. Deus valoriza pessoas comuns e insignificantes tanto que preparou um descanso celestial e eterno para todos que lhe obedecem (Hebreus 4:11; 5:9).

Não sou nada. Todos nós juntos não somos nada. Mas Deus se importa conosco! Graças a Deus por sua bondade e seu amor!

|  Autor: Dennis Allan  |  Divulgação: estudosgospel.Com.BR |


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