O Cajado de Moisés


Êxodo 4.1 a 2
01. Então respondeu Moisés, e disse: Mas eis que não me crerão, nem ouvirão a minha voz, porque dirão: O Senhor não te apareceu. 02. E o Senhor disse-lhe: Que é isso na tua mão? E ele disse: Uma vara.

INTRODUÇÃO

Deus seja louvado por ter nos concedido sua boa e agradável palavra. Somos privilegiados por podermos receber do céu palavras que mudam nossas vidas, nos dando um grande elevo espiritual do qual depende nossa saúde e sobrevivência espiritual.

Alguém me perguntou quantas vezes eu já li a bíblia e eu respondi com toda convicção que jamais li a bíblia. Com esta resposta a pessoa que me questionou ficou embasbacada, pois como pode um pastor e pregador da palavra nunca ter lido a bíblia? (foi a resposta dela).

Quando Moisés é levado por Deus para outro nível de intimidade, pois eu não creio que Moisés tenha morrido, e vou te explicar. Veja bem! Se crermos que Moisés morreu, então somos adeptos da ideologia de Alan Kardec, pois os espíritas acreditam que os vivos podem falar com os mortos, mas nós não acreditamos nisso. A bíblia nos relata que quando Jesus sobe ao monte Tabor, ele fala face a face com dois homens, sendo um Elias e o outro Moisés, assim sendo Jesus estava vivo e não poderia falar com mortos, mas sabemos que Elias foi levado para o céu ainda vivo. E se a bíblia diz em Josué 1:1,2, (Moisés é morto) o que dizer então? Saiba que no original hebraico a palavra usada é “O meu servo Moisés é aniquilado” e aniquilado significa inútil para este mundo e na morto. Assim sendo Moisés está vivo e eu creio que ele é uma das duas testemunhas do apocalipse.

Falar de Moisés é muito gratificante, pois a bíblia diz que igual a ele nunca houve e nunca haverá. Moisés é o homem que chegou ao maior nível de elevo espiritual de toda a história da humanidade. Moisés é chamado de o grande pastor de Israel pela forma que conduziu o grande povo pelo o deserto até a entrada de Canaã. Esta sem dúvida será uma mensagem impactante, que nos dará grande conhecimento e crescimento espiritual. Creia!

QUEM FOI MOISÉS?

Na história do Êxodo (No grego Saída, no hebraico Shemot) do Egito, encontramos a figura de Moshê Rabênu (Moisés) um homem sem igual em toda a História. Deus tentou convencer Moshê durante uma semana para que aceitasse ser o emissário Divino para libertar o povo da escravidão. No final, Moshê se convenceu, e tornou-se o personagem de maior importância no Êxodo. Após a abertura do Mar Vermelho, e a milagrosa salvação do povo, consta no versículo (Êxodo-14:31): "Acreditaram em Deus e em Moshê, Seu servo." Vemos que este versículo compara a fé em Deus à de Moisés.

Por que será que Deus necessitou de Moisés para libertar seu povo? Ele não podia fazê-lo sozinho? Portanto, devemos afirmar que a presença de Moisés no Êxodo não veio "auxiliar" a Deus, porém havia uma conotação mais profunda. A escravidão do Egito era oriunda de um estado espiritual de limitações. Isto significa que o fato de estarem fisicamente no Egito como escravos se devia ao estado espiritual inferior em que se encontravam. Não eram apenas escravos do Faraó, mas principalmente, escravos do próprio mau instinto. Os judeus se encontravam então no mais baixo nível de impureza.

Para ocorrer o Êxodo físico, era antes necessária a libertação espiritual e a busca de conceitos mais Divinos. Porém, o povo se encontrava muito afastado de Deus, e para aproximá-lo era necessário um intermediário. Aqui surgiu a importância da pessoa de Moshê Rabênu. Por um lado era ele um ser humano; por outro lado, era totalmente anulado perante Deus. Deus poderia Sozinho libertar o povo judeu da escravidão física, porém era necessário à figura de Moisés para libertá-los espiritualmente e aproximá-los de seu Deus. Por isto, Moshê Rabênu é chamado pelo Zôhar, o Livro do Esplendor, de Ra'yá Mehemná ("pastor fiel"), porém este conceito pode ser interpretado como "o pastor da fé", ou seja, ele pastoreia, alimenta o povo judeu com fé. Por isto, a fé em Moisés foi comparada (Ex-14:31) à fé em Deus, pois é Moisés que aproxima o povo de Deus.

Moisés não apenas foi o maior profeta da História da humanidade. Foi, também, modelo supremo do líder judeu, pastor fiel e zeloso. E um pastor fiel e zeloso é aquele que jamais deixa de lado seu rebanho, sem perder de vista nenhum de seus membros, pelos quais assume contínua e total responsabilidade. Este foi o grande e maravilhoso homem de Deus chamado Moisés.

A FUGA DE MOISÉS.

Vários anos haviam se passado desde o dia em que Bátia, a filha do Faraó, havia tirado do meio do rio Nilo o pequeno Moisés. A criança tornara-se um belo rapaz, culto, se tornou um príncipe do Egito amado pelo próprio Faraó, doutor em toda ciência, e falava cerca de setenta dialetos e línguas. Apesar do luxo e conforto no qual vivia, o jovem nunca esqueceu seu povo.

certo dia, Moisés passeava pelas propriedades do Faraó e, de repente, ouviu um grito. Ao erguer a cabeça, viu um soldado egípcio agredindo com violência alguns escravos judeus. Moisés não podendo suportar tal injustiça, jogou-se em cima do soldado para proteger os Hebreus e, na fúria do momento, matou-o. E agora o que fazer naquela situação? Ele Não podia voltar ao palácio, pois segundo as leis Egípcias ele seria condenado à morte.

Com certeza, não havia refúgio para ele em todo o Egito. Assim Moisés resolveu, então, fugir para bem longe. Ultrapassou vales, escondeu-se nas profundezas das montanhas, dormiu em cavernas até encontrar abrigo em Midian, na casa do sacerdote Jethro, que havia sido a tempos atrás um dos conselheiros pessoais do Faraó, talvez o mais culto e sábio.

A HISTÓRIA DO CAJADO

Os sábios judeus nos contam histórias fascinantes, que foram passadas de geração a geração, para que possamos conhecer que Jeová é muito mais do que imaginamos e assim quero hoje compartilhar com todos mais um lindo relato.

Jethro era um grande sábio: interpretava os astros, havia aprendido segredos da natureza e conseguia penetrar nas mentes chegando aos mais secretos pensamentos. Dizia-se que até o que não era revelado aos mortais vinha a ele com clareza.

O Faraó, sabendo de seus dons, havia pedido que se tornasse, mesmo que por pouco tempo, seu conselheiro pessoal, assim Jethro andava pelo palácio e conheceu lugares importantes, como o cofre em que faraó guardava coisas importantes. Foi assim que Moisés o conheceu.

Jethro deixou a corte de faraó por não concordar com a escravidão dos hebeus. Porém como o servira durante bastante tempo, faraó deu-lhe o direito de escolher a sua recompensa antes de voltar ao seu país.

- "Tenho um longo caminho pela frente", disse Jethro. Dê-me, então, aquele velho cajado, aquele que se encontra perdido e jogado dentro do palácio. Ele me permitirá caminhar com mais facilidade".

O pedido deixou o Faraó sem palavras, pois havia pensado que Jethro escolheria algo mais valioso: inimagináveis quantidades de ouro ou pedras preciosas, terras, palácios... Mas só pedira um cajado... Que então partisse com o seu pedido realizado. Assim, Faraó resolveu atendê-lo imediatamente.

Porém, o cajado ao qual se referia Jethro, não era um simples pedaço de madeira. Jethro sabia muito bem disso e sabia mais: o tal cajado provinha de um lugar muito especial: o Jardim de Éden; mais precisamente, da Árvore do Conhecimento. Deus o criara no crepúsculo do primeiro Shabat do mundo. Era feito adornado com safira e tinha gravado nele o Nome Divino e as 10 letras hebraicas, as iniciais das dez pragas que no futuro iriam infestar o Egito.

Adão o havia recebido do Criador no Jardim do Éden quando ao cair na desobediência foi banido do jardim do Éden (Gn,3:20). Quando Adão morreu deu-o para Enoch. O cajado possuía uma virtude sobrenatural, ele amenizava o cansaço e fazia o trabalho mais árduo parecer brincadeira de criança. Pertenceu a Noé, que o utilizou para medir a Arca na qual sobreviveu durante o dilúvio. Em seguida foi a vez do patriarca Abraão, que o herdou. Serviu também a seu filho Isaac e logo a seu descendente, Jacob. Este, ao ir para o Egito, levou o cajado consigo deixando-o como herança a seu amado filho José. Quando José morreu, todas suas propriedades passaram a pertencer ao Faraó.

Faraó ordenou que lhe fosse trazido o cajado de José, pois desconfiava que não fosse um simples pedaço de madeira, mas, por mais que o Faraó tentasse dar-lhe ordens, nada acontecia. Decepcionado, mandou que o deixassem dentre os tesouros do palácio; lá ficou encostado por vários anos, até que Jethro o viu e pediu como recompensa.

MOISÉS E O CAJADO

Logo que chegou em Midian, Moisés conheceu uma linda mulher chamada Tzipora, que significa “pequeno pássaro”, filha de Jethro, perto de uma fonte onde ela e suas irmãs estavam tentando dar águas a seu rebanho. Moisés as ajudou afastando os pastores que as estavam perturbando.

Tzipora se encantou com aquele homem tão bonito e bondoso e sempre que podia, dava um jeito de encontrar-se com ele. Entretanto, o avô de Tzipora, Reuel, soube que Moisés estava fugindo do Faraó e decretou sua prisão. Moisés acabou preso e jogado na prisão. Durante 10 anos, Tzipora secretamente levava-lhe comida. Moisés foi finalmente libertado, e foi até um dos jardins para agradecer a Deus por tê-lo poupado. Assim que entrou no jardim, viu o cajado. Logo, observou que o nome de Deus estava entalhado na madeira em sua ponta. Soube imediatamente que pertencia a seu povo. Segurou-o e, ao usar o Nome Divino, a poderosa força o possuiu e o cajado passou a ser parte do corpo de Moisés.

Jethro imediatamente soube que Moisés ia ser o libertador dos judeus e o convidou a ficar. Ao virar-se, Moisés viu que Tzipora estava do seu lado. Aproximou-se e tomou-a em seus braços. Alguns dias depois, o casamento foi celebrado. Moisés, feliz, disse: "Deus me mandou Tzipora e o poder do cajado para que eu consiga salvar o meu povo".

E foi o que aconteceu. Na mão de Moisés o cajado cumpriu a tarefa que lhe fora destinada, conforme a vontade de Deus: ajudou Moisés e Aarão a salvar o seu povo da escravidão do Egito. Foi com este cajado nas mãos que Moisés, seguindo a ordem de Deus, realizou os milagres no Egito perante o Faraó e os filhos de Israel.

CONCLUSÃO

Mas o que este lindo e maravilhoso relato tem a ver com cada um de nós pobres mortais? Qual seria a mensagem que deveríamos tirar desse contexto? Então veja:

UM CAJADO:

“O cajado é o bordão de pastor, basicamente um bastão de madeira podendo ter uma das extremidades arqueadas, usado para guiar, apartar e recolher as ovelhas. Útil também como instrumento de viagem para proteção e apoio, principalmente em caminhos acidentados. Entender a importância do significado de ter um cajado, ou do que realmente é essa indumentária na vida de um pastor é tarefa que depende da leitura da bíblia e de ter um coração e mente aberta para a revelação dos mistérios do Espírito Santo de Deus.”

A primeira coisa que devemos aprender com esta mensagem é que Deus sempre se antecipa a tudo, pois sua mente e poder eternos sempre têm uma saída para nossas dificuldades e problemas, pois o Senhor Jeová já sabia que Moisés deveria ter um artefato que iria impressionar seus inimigos. O Senhor já preparou, forjou uma arma para que cada um de nós possa tomar posse da vitória, da libertação, e da cura.

Cajado é símbolo de autoridade

Sim meus amados irmãos, sem autoridade não podemos expulsar os males que nos assolam.

Cajado é símbolo de fé

Quando o povo está em frente do mar vermelho, Deus manda que Moisés toque o mar com seu cajado, e isso é sim uma ferramenta que simboliza a fé, por isso precisamos de um cajado.

Cajado é símbolo de auxilio

Com o cajado o seu proprietário pode escorar-se nele enquanto caminha, e essa foi uma das afirmações que Jethro deu a faraó, para que ganhasse o cajado como pagamento.

Cajado é símbolo de unção

Só Moisés pode fazer com aquele cajado maravilhas como a de transformá-lo em serpente, e se você não sabe a unção é uma capacitação sobrenatural de te levar onde ninguém vai, te dar o que ninguém tem, de você fazer o que ninguém faz, e fazer de você o que ninguém é.

Cajado é símbolo de coragem

Lembre-se que quando Davi vai em direção ao gigante Golias, ele dispensa a armadura de Saul, mas toma em sua mão seu cajado, e com a funda mata o gigante.

Cajado é símbolo de identidade

Ninguém que se diz filho ou servo de Deus pode andar por aí sem um cajado que o identifique com seu Deus. E o cajado de Deus não é de ouro, prata ou bronze, mas de madeira, assim como era a cruz que Jesus morreu.

Cajado é símbolo de proteção

Quando os peregrinos viajavam, eles levavam seus cajado a fim de expulsar animais que aparecessem pelo caminho. E bem sabemos que isso ainda acontece em nossos dias e sem cajados seremos atacados.

Cajado é símbolo de chave

Lembremos que foi com ele que Moisés tocou o mar e o mar se abriu, e agora vejo que é por isso que muitos irmão vivem uma vida sem vitórias, pois eles não tem a chave.

Vamos e busquemos nossos cajados para que possamos suportar as lutas desse século, e chegarmos no final da carreira vencedores e não vencidos.

| Autor: Pr. Alexandre Augusto | Divulgação: estudosgospel.Com.BR |