Gólgota, O Único Divisor de Águas da História Humana!


“Levaram-no, pois, ao lugar do Gólgota, que quer dizer, lugar da Caveira. (…) Então o crucificaram…”  Marcos 15:22-24

Há quase dois mil anos atrás Jesus de Nazaré subiu à cruz e consumou os séculos (Hebreus 9:26). Ou seja, Ele pôs fim à era de Adão, do diabo e da Lei de Moisés (Romanos 10:4); enfim, o Senhor nos libertou do império das trevas (Colossenses 1:13) e, ao ressuscitar, iniciou, por assim dizer, uma nova era (um novo “aeon”): a era eterna da Graça de Deus, e a Nova Criação. O lugar onde a cruz do Senhor foi posta chamava-se Gólgota(palavra do aramaico – dialeto usado pelos habitantes do Oriente Médio daquela época – que significa “Caveira”). Este nome foi dado àquele local, que se localizava fora das muralhas da cidade de Jerusalém, porque o monte apresentava uma elevação que se assemelhava a um crânio e era também o local onde muitos condenados à morte foram crucificados.

Como nada na Obra de Deus acontece por acaso, acredito que haja um simbolismo bem interessante neste local onde Jesus expirou. Afinal, não obstante a vitória definitiva sobre a morte ter acontecido na ressurreição, o que aconteceu na cruz foi o primeiro “golpe fatal” que a morte recebeu. Se observarmos bem, a morte começou a ser vencida no principal local que a simbolizava naquela época. Em outras palavras, a morte começou a perder seu reinado exatamente onde estava o seu “trono” à época.

Passado o simbolismo já citado, o lugar da Caveira ganhou um novo sentido, a saber, onde antes O FIM (de muitas vidas) imperava, se tornou um lugar de RECOMEÇO, pois na cruz Jesus aniquilou o velho “aeon”, após Seu falecimento, o relógio da Criação marcou o primeiro segundo de uma nova história disponibilizada de Graça a humanidade. Como Paulo disse:

“…tudo se fez novo.” 2ª Coríntios 5:17

Infelizmente, muitos ainda não compreendem a grandiosidade desta frase dita por Paulo. As pessoas que estão envolvidas com as religiões ditas cristãs ainda vivem como se nada tivesse sido renovado. E, assim, vivem ativando em suas vidas as coisas que faziam parte do antigo “aeon”. Com isso, não são poucos os que ainda cultivam pensamentos totalmente baseados na Antiga Aliança.

Recentemente nosso abençoado irmão Paulo Roberto, a convite de um amigo, foi visitar uma denominação tradicional, isto é, “da Lei”. Em certo momento o pregador da noite bradou aos quatro ventos algo assim: “Muitos dizem que o Espírito Santo não sai de nós, mas Ele saía de Davi. Logo, o Espírito pode se retirar de nós também”. Este é um pensamento típico de quem ainda está com a sua mente permeada do Antigo Pacto. Eu não posso acreditar que o Espírito se retira de nós atualmente baseando-me naquilo que acontecia na Antiga Aliança ( Aliança esta que o rei Davi estava submetido ), pois neste Novo Pacto o Espírito Santo habita em nós. Ele não faz mais “visitas”. Quando alguém afirma algo como este pregador declarou, é porque não entendeu que na cruz tudo mudou, Jesus bradou na cruz: “Tetelestai”, ou seja, “está consumado !”, muitos não entendem que a obra da cruz foi, é e sempre será completa, sem necessitar de acessórios em volta dela. Tudo que fazia parte do “tempo antigo” (período anterior à cruz) já passou – “As coisas velhas já passaram…” 2ª Coríntios 5:17.

A partir da Obra realizada no Gólgota, o renovo e a Época da Graça se tornou uma grande realidade. E Jesus Cristo Ressuscitado é o primeiro elemento da Nova Criação que foi inaugurada na ressurreição:

“(Jesus) é a imagem do Deus invisível, o primogênito , cordeiro perfeito que está disponível a toda Criação.” (Colossenses 1:15)

No Gólgota Jesus dividiu os tempos, pondo fim a uma era de maldições, de lei, dogmas, regras religiosas, legalismos farisaicos removendo incertezas e medo; Ele nos abriu as portas do Novo e Vivo Caminho que é a Nova Aliança e nos trouxe de volta para o Reino. E assim como na visão de Ezequiel, onde um lugar de mortos se tornou um lugar cheio de vida Ezequiel 37:1-10, o lugar da Caveira, onde Cristo foi morto, se tornou um lugar de renovo para toda a Criação.

Exaltar e viver a Graça de Deus por meio do Evangelho genuíno do Novo Pacto é reconhecer a perfeição desta Obra maravilhosa feita por Cristo evive-la plenamente com toda Liberdade Nele. Por isso nos esforçamos tanto em levar esta Palavra adiante, afim de que os eleitos reconheçam o Novo Tempo iniciado a partir do lugar da Caveira há dois mil anos atrás. Glória a Deus nas Alturas!.

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