Estudo Bíblico Fruto do Espírito, Caminho Para o Reavivamento


Gálatas 5:22-23

INTRODUÇÃO: Foi Jesus quem afirmou que ‘pelo fruto é que se conhece a árvore’ (Mt 7:16 – 26) e Paulo também trouxe a tona essa verdade ao dizer que ‘tudo que o homem plantas, isso colherá’ (Gl 6:7 – 10). Fruto é o resultado automático de algo que começa sem ser visto ou percebido, porém cultivado. A biologia chama esse processo de “germinação”. A semente é plantada e, a partir do embrião e da absorção de água pelos tecidos da semente, aparece uma pequena raiz que rompe o solo, cresce, se transforma e, através de sua estrutura, agora exposta, pode ser conhecida e ‘oferecer benefícios’, ‘deixar de oferecer benefícios’ ou ‘provocar males’ em que se acolhe em suas sombras ou se delicia de sua produção. Dentro do processo biológico de desenvolvimento da planta, tudo vai depender das condições ambientais para que tudo ocorra ou não, dentro da normalidade. Se algo der errado, mesmo com uma boa semente, a planta estará comprometida. Necessário se faz que as condições do meio sejam adequadas, em termos de composição atmosférica, água e temperatura adequada.

O FRUTO DO ESPÍRITO: O texto de Gl 5:22 diz que ele é único: “O fruto do Espírito é...”.Porém, mesmo sendo único, como qualquer outro tipo de fruto, ele possuí características diferentes, propriedades diferenciadas. Num mesmo fruto, várias vitaminas são encontradas e poderão ser absolvidas por quem o degustar. A primeira propriedade é ‘amor’. Não o amor fraterno, encontrado em família e entre amigos (grego: philia, phileo), condicionado ao Tempo e limitado; também não se trata do amor encontrado na atração física, na busca pelo trazer carnal, com origem nos instintos naturais e nas paixões, que sobreponha à lucidez (latim: eros); mas o ‘amor incondicional, que leva o cristão a obedecer aos ensinamentos de Cristo, não é cego, sobrevive ao tempo, suporta o sofrimento não por ser sádico (gostar de sofrer) mas pela capacidade de amar mesmo quando não há condições favoráveis’ (grego: ágape). Desta propriedade do fruto do Espírito, dependem todas as outras propriedades que a ela estão vinculadas: Gozo (grego: Chara). Essa característica faz com que a pessoa sobressaia de cabeça erguida das provações (Jó 41:22) e constituí a base da comunhão cristã; Paz (grego: eireneuo). No NT denota “manter a paz ou estar em paz” (Rm 12:18). Esta propriedade do fruto do Espírito se refere a uma pessoa em movimento. Temos que trabalhar não somente para mantermos a paz, mas para produzirmos paz no meio em que estamos vivendo; Longanimidade (grep: makrothumía), Longo Temperamento. Vini observa que ‘é a qualidade de autocontrole que, em face da provação, não gera retaliação impetuosamente ou castiga prontamente; é o oposto da raiva, está associado com a misericórdia. É a qualidade que não se rende as circunstâncias, nem sucumbe diante das provas; Benignidade (grego: chrêstotês): Sinônimo da palavra bondade, trata do nosso relacionamento com o próximo. Leva-nos a tratar as pessoas com carinho. É o bálsamo que une as pessoas. Leva-nos a aprender a valorizar as pessoas; Bondade (grego: agathõsunê): Leva a generosidade, a preocupação com as pessoas de modo prático e dinâmico, não busca o próprio interesse; não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade; Fidelidade/fé (grego; pistis), frequentemente significa a confiança expressa numa vida de fé. Essa característica do fruto do Espírito faz com que a natureza de Deus seja refletida em nós, pois Deus é plenamente fiel; é indispensável na construção de relacionamentos e à medida essa característica amadurece em nós, nossa confiança em Deus é fortalecida; Mansidão (grego: prautês), transmite o conceito de ternura e humildade, fala da capacidade de se preservar na aflição e na perseguição, servindo fielmente na oração e nos cuidados práticos com o próximo. Ser manso consiste não só no ‘comportamento exterior ou na sua mera disposição natural, é uma graça da alma, um exercício para com Deus que nos leva a aceitar os procedimentos divinos como bons, sem questionamentos, disputas ou resistências; Temperança (grego: enkrateia). Nos textos de At 24:26, Gl 5:22, 2 Pe 1:6 é traduzido por temperança; no entanto, a melhor tradução deste termo é autocontrole, tendo em vista que está vinculada a uma forma de autocontrole; as várias capacidades dadas por Deus ao homem são passíveis de abuso; o uso correto dessas capacidades exige o poder controlador da vontade sob a operação do Espírito de Deus. Serve como freio, quando a vontade própria quer prevalecer em oposição à vontade de Deus. Agora vivemos como vaso de benção nas mãos do Senhor (Gl 2:20).

CONCLUSÃO: Não há possibilidade de alguém querer ter de Deus a disponibilização dos Dons do Espírito Santo, vivenciando uma vida reavivada, se não houver o cultivo do fruto do Espírito, pois, é Ele que domina o portador do dom, jamais permitindo que o uso do dom produza confusão (1 Co 14:33); domina os sentimentos, não deixando produzir inveja, irritação, suspeita mal ou leviandade/precipitação (1 Co 13:4, 5); além disto, impede que os dons sejam utilizados para interesse próprio (1 Co 13:5). Proporcione em sua vida o ambiente adequado para que haja o Fruto do Espírito!!

| Autor: Pr. J. C. Silva | Divulgação: EstudosGospel.Com.BR |


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