Em Alerta Máximo


No jargão militar, estar "em alerta máximo" significa ter equipamento e pessoal pronto para agir a qualquer momento. Às vezes, situações tensas requerem uma rápida mobilização das unidades de combate e, quando se antevê esse tipo de situação, as férias e licenças são canceladas e todos que são subordinados devem fazer os preparativos necessários.

Devido ao elemento tempo envolvido, muitos não compreendem que a igreja de Jesus Cristo está em alerta máximo há 2.000 anos! O Senhor prometeu voltar para os Seus santos e nos instruiu a sermos vigilantes e cautelosos — prenunciando esse dia escolhido. Embora pareça bastante óbvio, a partir de alguns de seus comentários, que o apóstolo Paulo esperava a volta do Senhor durante seu tempo, a seguinte declaração feita por Pedro — inspirado pelo Espírito Santo, é claro — indica uma época bem posterior:

"Amados, escrevo-vos agora esta segunda carta, em ambas as quais desperto com exortação o vosso ânimo sincero; para que vos lembreis das palavras que primeiramente foram ditas pelos santos profetas, e do nosso mandamento, como apóstolos do Senhor e Salvador. Sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação." [2 Pedro 3:1-4; ênfase adicionada].

Bem, os escarnecedores estão definitivamente em atividade hoje e usam toda a oportunidade disponível para nos ridicularizar, os pobres fundamentalistas iludidos. Se eles estão zombando, os crentes devem sentir alegria e compreender que a atitude deles cumpre a profecia referente aos últimos dias. Em seguida, Pedro continua, dizendo:

"Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia. O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; mas é longânimo para conosco, não querendo que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se." [2 Pedro 3:8-9].

Assim, o intervalo de 2.000 anos é como alguns dias aos olhos de Deus porque Ele habita na eternidade e não está sujeito às limitações de tempo e espaço. Além disso, esse tempo proporciona à humanidade corrompida (que é prisioneira do tempo) ampla oportunidade para se arrepender de seus pecados e crer em Jesus Cristo.

Mas o ponto que quero salientar é quanto aos numerosos conselhos encontrados no Novo Testamento para que os cristãos "vigiem" — para prenunciar a volta do Senhor. Acredito que o motivo que leva muitas pessoas a defenderem a posição Preterista é que elas não compreendem que essas declarações fazem alusão a dois eventos diferentes.

Nos relatos dos Evangelhos as exortações do Senhor para a vigilância referem-se à Segunda Vinda. Seu ministério estava enfocado nas "ovelhas perdidas da casa de Israel" (Mateus 15:24) e aquelas declarações proféticas têm que ver com a época do julgamento sobre Israel durante o Período de Tribulação.

"Vigiai, pois, porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor." [Mateus 24:42].

"Vigiai, pois, porque não sabeis o dia nem a hora em que o Filho do homem há de vir." [Mateus 25:13].

"Olhai, vigiai e orai; porque não sabeis quando chegará o tempo. É como se um homem, partindo para fora da terra, deixasse a sua casa, e desse autoridade aos seus servos, e a cada um a sua obra, e mandasse ao porteiro que vigiasse. Vigiai, pois, porque não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã." [Marcos 13:33-35].

"Estejam cingidos os vossos lombos, e acesas as vossas candeias. E sede vós semelhantes aos homens que esperam o seu senhor, quando houver de voltar das bodas, para que, quando vier, e bater, logo possam abrir-lhe. Bem-aventurados aqueles servos, os quais, quando o Senhor vier, achar vigiando! Em verdade vos digo que se cingirá, e os fará assentar à mesa e, chegando-se, os servirá." [Lucas 12:35-37; ênfase adicionada].

A Segunda Vinda do Senhor acontecerá após Seu casamento com a igreja (as bodas mencionadas acima) e "a ceia das bodas do Cordeiro":

"Regozijemo-nos, e alegremo-nos, e demos-lhe glória; porque vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou. E foi-lhe dado que se vestisse de linho fino, puro e resplandecente; porque o linho fino são as justiças dos santos. E disse-me: Escreve: Bem-aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro. E disse-me: Estas são as verdadeiras palavras de Deus." [Apocalipse 19:7-9].

Assim, é razoável que, para o Senhor retornar após o casamento, Ele já tenha se unido à Sua esposa antes dessa ocasião.

Portanto, as exortações à vigilância, que se encontram nos relatos do Evangelho, foram dirigidas aos judeus eleitos e seus descendentes — não à igreja, porque quando o Senhor disse aquelas palavras, a igreja ainda era um mistério divino. Além disso, dentro de um contexto próprio, as declarações proféticas do Senhor descreviam uma época em que o remanescente eleito de Israel estaria na Grande Tribulação e ansiosamente esperando seu Messias voltar e resgatá-lo.

Ao passo que, em contraste, a seguinte recomendação quanto à precaução aplica-se aos cristãos da Época da Igreja:

"Mas, irmãos, acerca dos tempos e das estações, não necessitais de que se vos escreva; porque vós mesmos sabeis muito bem que o dia do Senhor virá como o ladrão de noite; pois que, quando disserem: Há paz e segurança, então lhes sobrevirá repentina destruição, como as dores de parto àquela que está grávida, e de modo nenhum escaparão. Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele dia vos surpreenda como um ladrão; porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas. Não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos, e sejamos sóbrios." [1 Tessalonicenses 5:1-6; ênfase adicionada].

Aquele dia — o "dia do Senhor" (o início do Período de Tribulação) — será uma surpresa total para todos, exceto para os cristãos verdadeiros. Estamos prenunciando a volta de Jesus Cristo para Sua noiva e esse acontecimento abençoado deve preceder Sua Segunda Vinda. Por mais que se queira, não faz sentido achar que a humanidade estará dizendo "Tudo está bem e tranqüilo, e há paz e segurança..." justamente antes da segunda vinda! Mesmo uma leitura superficial do Apocalipse mostra que o mundo inteiro estará experimentando uma situação de caos e pavor sem precedentes. Então, quando comparamos cuidadosamente Escritura com Escritura, fica claro que os acontecimentos descritos em Mateus 24 dizem respeito a Israel e ao restante do mundo durante o Período da Tribulação, enquanto 1 Tessalonicenses 5:1-6 refere-se à igreja e descreve os dias anteriores a tudo isso.

A posição da Cutting Edge é que a Terceira Guerra Mundial antecederá o Período de Tribulação, visto que autores ocultistas e de Nova Era, como Albert Pike, já vaticinaram isso e disseram que os principais combatentes serão Israel e os seguidores do islamismo. Tal conflagração faz sentido, pois proporcionará ao Anticristo e às suas forças a oportunidade de apresentar seu "Cristo" e, de forma ostensiva, trazer paz e estabilidade a um mundo terrivelmente abalado. Porém, quando as pessoas estiverem convencidas de que a era dourada do Milênio finalmente chegou e começarem a mencionar a "paz e segurança" trazidas pelo novo líder mundial, o julgamento de Deus acontecerá.

Entretanto, sabemos que "aquele dia" (o Dia do Senhor — o Período de Tribulação) não terá início até que duas condições sejam satisfeitas:

"Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição." [2 Tessalonicenses 2:3].

Os pré-requisitos que precisam ser cumpridos antes que o Período de Tribulação possa iniciar: (1) A grande apostasia, ou "afastamento" deve ocorrer, e (2) o Anticristo ser revelado. Portanto, se (como muitos afirmam) a igreja não será removida antes do Período de Tribulação e devemos, na verdade, esperar pela Segunda Vinda, então por que nos preocuparmos em exercer a vigilância até que esses dois pré-requisitos se cumpram? Se o Período de Tribulação precederá a Segunda Vinda, então por que não apenas "comer, beber, e se alegrar" até que os dois pré-requisitos indiquem o momento em que tenhamos de exercitar a vigilância? Meus amigos, a simples coerência estabelece que se tratam de dois eventos distintos e é por isso que os cristãos devem estar atentos. O arrebatamento da igreja continua iminente — pode acontecer a qualquer momento — e não tem pré-requisito algum. No entanto, a Segunda Vinda não acontecerá até que a apostasia tenha ocorrido, o Anticristo seja revelado, e o Período de Tribulação tenha transcorrido. Uma vez que a aliança do Anticristo for confirmada (ratificada) com Israel (Daniel 9:27), o "relógio profético" de Deus entrará em atividade novamente e delimitará os dias até Seu julgamento sobre Israel — A mulher infiel de Jeová do Velho Testamento. Satanás reinará livremente por sete anos para tentar provar que seu caminho é superior ao de Deus e então Jesus Cristo voltará e porá fim à insanidade no Armagedom. Todavia, essa batalha cósmica não significará "o fim do mundo" como muitos erroneamente acreditam — apenas o fim do breve e sangrento reinado de Satanás sobre a humanidade.

Então, você está pronto para ir? Está observando atentamente os acontecimentos mundiais à medida que eles se desdobram e aguardando a volta do Senhor para Seus escolhidos? Os homens maus estão se tornando cada vez piores, enganando e sendo enganados (2 Timóteo 3:13) — Portanto, o pavio foi aceso e está queimando bem perto da dinamite. Quando a explosão ocorrer, o mundo dos ímpios (2 Pedro 2:5) será completamente pego de surpresa e o terror reinará supremo até que o Senhor volte para estabelecer Seu reinado na Terra.

"Aquele que testifica estas coisas diz: Certamente cedo venho. Amém. Ora vem, Senhor Jesus." [Apocalipse 22:20].

Autor: Pr. Ron Riffe


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