E o Azeite Parou

II REIS 4.6


A expressão acima está naquele episódio em que Eliseu multiplica o azeite da viúva. O texto diz que ela havia sido mulher de um dos discípulos dos profetas.

Como nós sabemos a situação das viúvas naquela época, era bem pior do que em nossos dias. E aquela mulher se encontrava em um momento de extrema penúria, de tal sorte que para pagar as dívidas teria que entregar os filhos como escravos.

A mulher ao ver Eliseu se aproximar faz a ele um relato de sua situação. O profeta pergunta então o que é que ainda restou a mulher. Ao que a mulher responde que lhe sobrara ainda um botija de azeite.

Eliseu, então, pede que a mulher vá e junte todas as vasilhas que conseguisse, inclusive, aquelas que os vizinhos pudessem emprestar. Depois entrasse em casa e fosse derramando o azeite e enchendo as vasilhas. Até que o momento em que já não havia mais vasilhas o azeite parou.

Sabemos que na Bíblia, o azeite, o óleo, são símbolos do Espírito Santo, de unção e queremos fazer uma analogia do azeite da viúva que Eliseu multiplicou com o derramar do Espírito na vida da igreja e na vida dos crentes. Pois, o imperativo de Deus para o crente é: "enchei-vos do Espírito”.Ef.5:18

A primeira lição que nós encontramos é que o azeite seria derramado ilimitadamente.

Nós não percebemos aqui no texto nenhuma limitação a quantos litros de azeite a viúva poderia dispor, o texto mostra que não havia limitação, não há uma quantia, uma porção estabelecida. Isto nos faz lembrar da afirmação de Jesus que se encontra no Evangelho de João capítulo 3, versículo 34, de que Deus não dá o seu Espírito por medida, com limitação.

Aprendemos aqui também, que o azeite seria multiplicado milagrosamente.

Isto é, pelo poder de Deus. Esta lição também é preciosa, porque nós pensamos que a técnica, a estratégia, o método, o momento, o local, podem produzir unção, o derramamento do Espírito. Isso é um milagre de Deus, que o homem não pode manipular nem tampouco dominar.

Uma outra lição que nós podemos retirar desse episódio é que o azeite seria derramado misteriosamente.

Era algo incompreensível à mente humana. Nem hoje, nem amanhã, nem nunca; pela ciência, o homem poderá explicar como é que se multiplica azeite, pães, e peixes. Quando Jesus se encontrou com Nicodemos, ele disse que ação do Espírito Santo é um mistério. É somente pela fé que nós podemos aceitar a ação livre e soberana do Espírito Santo, nos enchendo a ponto de transbordar.

Mais uma lição que nós percebemos neste episódio é que o azeite era para todos os vasos.

Quantos vasos existissem naquela casa, quantos vasos estivessem ali disponíveis, seriam cheios pelo azeite que se multiplicava ilimitadamente. Sabemos também pelas Escrituras, conforme está em Joel 2.28, que Deus derramaria o seu Espírito sobre todos. Promessa da qual Pedro se recorda no dia de Pentecostes. Assim, podemos ter a certeza de que o Espírito Santo é para todo crente. Para cada vaso, para cada servo de Deus.

Um outro aspecto que nós destacamos daquele acontecimento para nosso ensino, é que o azeite era para encher o vaso todo.

Quando a mulher fosse enchendo os vasos, ela deveria enchê-los completamente. Ela não poderia, nem deveria perder aquela oportunidade que estava ao seu alcance de encher o vaso completamente. Podemos também dizer com base na Palavra de Deus que o Seu propósito é de nos encher completamente do Seu Espírito Santo. Deus não quer nos dar um pouco, nem uma parte. Ele quer nos dar a plenitude do seu Espírito.

Notemos ainda, que o azeite seria derramado à medida da disponibilidade dos vasos.

Se a mulher tivesse vasos, que já estivessem com qualquer outra coisa, não seria possível enchê-los com o azeite. Da mesma maneira, enquanto nós não nos esvaziarmos não será possível Deus nos encher com o óleo do Seu Espírito. Para que Deus me encha é preciso que eu esteja vazio.

Finalmente, o azeite só parou quando todos os vasos estavam cheios.

Da mesma maneira, o propósito de Deus, hoje, é de só parar de derramar do seu Espírito quando todos os vasos estiverem cheios. Haverá também um grande momento em que os vasos não precisarão mais de serem preenchidos: a chegada do arrebatamento da sua igreja . Muitas vezes nós ficamos pensando que Deus resolveu privilegiar alguns dando a eles um enchimento, um transbordar do seu Espírito. Mas Deus quer fazer isso a cada um dos vasos que fazem a sua igreja.

A Palavra de Deus tem promessas maravilhosas para o povo de Deus, mas a maior delas é do poder que Deus coloca à disposição da sua igreja para realizar a tarefa que Ele nos deu.

Às vezes, vejo a Igreja como o indivíduo, que prefere empurrar o carro a colocar combustível nele.

E o Espírito Santo é o poder que move a Igreja a fim de realizar o seu ministério, sem Ele nos desgastamos desnecessariamente. E morremos!.

|  Autor: Joaquim S. Guima  |  Divulgação: estudosgospel.com.br |


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