Da Escravidão do Pecado a Libertação


Então, lhes disse: Cada um lance de si as abominações de que se agradam os seus olhos, e não vos contamineis com os ídolos do Egito; eu sou o SENHOR, vosso Deus. Mas rebelaram-se contra mim e não me quiseram ouvir; ninguém lançava de si as abominações de que se agradavam os seus olhos, nem abandonava os ídolos do Egito. Então, eu disse que derramaria sobre eles o meu furor, para cumprir a minha ira contra eles, no meio da terra do Egito. Ezequiel 20:7-8.

O primeiro capítulo do livro de Êxodo nos dá uma visão de Israel no Egito. Ali eles são escravos de Faraó, o rei do Egito, e idólatras, curvando-se diante dos deuses do Egito. Amarga era sua escravidão e dura a sua sorte, ao fabricar tijolos para um senhor impiedoso, como o capítulo nos mostra. O chicote do feitor e o tinir das correntes revelam seu estado e mostram que eles estão sob um poder mais forte do que o deles: podem gemer por libertação, mas não podem escapar. O homem valente, armado, mantém seus bens em paz. Entretanto, eles tinham seus pequenos prazeres como a Palavra nos mostra em Números 11:5 Lembramo-nos dos peixes que, no Egito, comíamos de graça; dos pepinos, dos melões, dos alhos silvestres, das cebolas e dos alhos.

Faraó sabia que não seria aconselhável tirar essas coisas deles, pois elas ajudavam a contentá-los com a sua sorte e a fazer com que trabalhassem melhor. Esta é a figura do estado de cada pecador não renascido. O Egito é o tipo deste mundo; Faraó, de satanás, que é o seu príncipe e governador. O homem, por natureza, é escravo de satanás; este presente século mal é a cena da escravidão; e seus pecados são correntes que o amarram. O homem está vendido ao pecado e ele não pode livrar-se por si mesmo, pois ele é fraco. O homem no pecado é instrumento do diabo, levado cativo por ele, para cumprir a sua vontade. Satanás obscureceu o entendimento do homem de modo que ele vê sua escravidão como liberdade e acaricia seus próprios pecados, que são suas cadeias agora, e que serão o verme roedor a torturá-lo no inferno para sempre. Onde não lhes morre o verme, nem o fogo se apaga. Marcos 9:48.

Satanás até pode soltar um pouco o fardo e afrouxar as correntes, para permitir que seu cativo possa “por um pouco de tempo, ter o gozo do pecado” a fim de poder amarrá-lo mais seguramente e cegá-lo para sempre. Quanto ao perverso, as suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido. Provérbios 5:22.

Satanás é um hábil forjador de correntes; sua longa experiência lhe tem dado ampla oportunidade de observar os gostos de suas vítimas e providenciar uma corrente adequada a cada uma. Algumas são presas pelas correntes de aço da luxúria e da paixão e seguem apressadamente para sua condenação. Outras, com as correntes mais respeitáveis do mundanismo, do amor ao dinheiro e dos aplausos humanos são conduzidos, silenciosa, porém inexoravelmente, para o abismo. O copo do bêbado, a bolsa do avarento e a capa de falsa religião do hipócrita, igualmente servem ao seu propósito. Uma forma de piedade, sem conversão a Deus, pode ser a mais potente ferramenta usada por satanás para enganar e destruir a alma de sua vítima por toda a eternidade. E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz. 2 Coríntios 11:14.

Você já foi liberto do jugo pernicioso de satanás, ou você ainda é seu escravo? Você está certo que nenhum pecado secreto, amado e acariciado, está amarrando você a satanás e a esse mundo? Talvez a sua consciência possa estar tranquila, e sua paz serena. A corrente abraçada por tanto tempo pode ter enferrujado sobre você, mas se você não foi libertado pelo Filho de Deus, você ainda é mantido pelo poder de satanás e ele o está conduzindo para “o lago de fogo”. A escravidão do povo de Israel no Egito é uma figura da nossa escravidão do pecado. O povo de Israel sofria muito a ponto de suas aflições serem vistas pelo Senhor. Um Olho tinha visto os cativos trabalhando duro nos fornos das olarias do Egito, um Ouvido tinha ouvido os seus gemidos, e um Coração tinha conhecido as suas tristezas. O Deus de Abraão lembrou-se do Seu pacto e disse: Por isso, desci a fim de livrá-lo da mão dos egípcios e para fazê-lo subir daquela terra a uma terra boa e ampla, terra que mana leite e mel. Êxodo 3:8a.

Neste versículo, a graça absoluta, livre e incondicional do Deus de Abraão brilha em todo o seu esplendor, livre dos “ses” e dos “mas”, dos votos, das resoluções e das condições impostas pelo espírito legalista do homem. Deus havia de manifestar a Sua graça soberana, para realizar a obra de salvação, para cumprir a Sua promessa a Abraão, promessa repetida a Isaque e a Jacó. Não havia descido para ver se, na realidade, eles estariam em condições de merecer a salvação. Mas Deus ponderou o seu estado de opressão, as suas aflições, as suas lágrimas, os seus suspiros e a pesada servidão; pois, bendito seja o Seu nome, Ele conta os “ais” do Seu povo e põe as suas lágrimas no Seu odre. Contaste os meus passos quando sofri perseguições; recolheste as minhas lágrimas no teu odre; não estão elas inscritas no teu livro? Salmos 56:8.

Que maravilha para cada um de nós em saber que Ele se importa conosco, porque na cruz, Jesus se fez um conosco, e o Seu nome é Emanuel que significa “Deus conosco”. Jesus é o Deus manifestado em carne; Ele “desceu” para nos libertar. Com a Sua morte na cruz, Ele nos levou a morrer no seu corpo, para que fossemos totalmente e perfeitamente libertos do pecado. Somente aqueles que estão mortos com Cristo é que estão justificados do pecado. Se você ainda não tem está experiência com o Senhor, ainda vive em pecado. A Bíblia é tão clara em Romanos 6:7 Porque aquele que está morto está justificado do pecado.

Se você já creu em sua morte com Cristo, pode-se considerar um justificado. Mas, se ainda está verdade não é sua experiência verdadeira, saiba que você ainda é um pecador cheio de conhecimento de doutrina, da Bíblia, um religioso, um insatisfeito, um frustrado. Portanto, a pergunta mais apropriada que devemos considerar é: Em que nos gloriamos e de que temos orgulho? A resposta nos contará exatamente onde nos situamos. Já temos sido capazes de ver que a infalível marca de uma pessoa liberta é que ela é uma pessoa que centraliza todo o seu pensamento, se gloria e é tocado mais profundamente pela cruz de nosso Senhor Jesus Cristo. Isto é o que revela se somos libertos ou não, se somos filhos de Deus ou não. O lugar dos renascidos se gloriar é na cruz. Gálatas 6:14  Mas longe esteja de mim gloriar-me, senão na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo.

No entanto, há muitos que pensam que são cristãos quando, na verdade, não o são. Nós precisamos da realidade deste fato consumado do Calvário em nossas vidas. Quando alguém vê algo do real significado do que aconteceu quando o Senhor Jesus Cristo morreu na cruz, tudo o mais perde a importância. Paulo diz que se gloriava na cruz porque por ela o mundo foi crucificado para ele. Crucificar significa matar, executar, tornar inoperante. É como a própria crucificação de nosso Senhor. Jesus expirou lá na cruz, entregou Seu espírito, morreu e seu corpo foi tomado e sepultado. Agora, Paulo diz que aquela mesma cruz crucifica o mundo e o mata no que lhe diz respeito; a cruz remove. Irmãos não somos mais escravos do mundo, porque Jesus já pagou a nossa divida, estamos livres: tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu- o inteiramente, encravando-o na cruz. Colossenses 2:14. Amém.

| Autor: Claudio Morandi | Divulgação: estudosgospel.Com.BR |


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