Crianças Perpétuas em Cristo


É devastador ver uma criança que é subdesenvolvida física ou mentalmente. Mas o que é pior é ver cristãos ficando mais velhos, mas que não crescem na fé. Por que é pior? Porque é uma condição por escolha; é uma condição auto-imposta. Este foi o problema na igreja em Corinto que deixou mais complexo, se é que não causou, muitos outros problemas. Paulo chama tais cristãos de “crianças em Cristo.” Ele diz: “Leite vos dei a beber, não vos dei alimento sólido: porque ainda não podíeis suportá-lo. Nem ainda agora podeis.” (1 Coríntios 3:2). Ser “crianças em Cristo” não é o problema; continuar sendo crianças em Cristo é.

Crianças perpétuas são o resultado de negligência. O crescimento espiritual não é um acidente. Requer nutrição espiritual e não é menos importante que a física. Deus diz que devemos “desejar o genuíno leite espiritual” para que por ele possamos crescer (1 Pedro 2:2). O crescimento no conhecimento é essencial para o crescimento na fé (Romanos 10:17). Aqueles que continuam a negligenciar oportunidades de conhecer e crescer prejudicam a si mesmos e atrapalham sua utilidade no serviço do Senhor. Mas não é só isso.

A falta de conhecimento também torna crianças perpétuas presas fáceis para Satanás. A palavra de Deus no coração do homem fornece uma defesa muito necessária contra o pecado. O salmista diz, “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti” (Salmo 119:11). Além disso, a palavra de Deus fornece a armadura que precisamos para enfrentar as astúcias do diabo (Efésios 6:10-20). Pedro relata Satanás como um leão que ruge andando buscando quem poderia devorar, e nos diz a resistir a ele “firmes na fé” (1 Pedro 5:8-9). Obviamente, aqueles que são fracos na carne serão mais vulneráveis.

Finalmente, a criança perpétua em Cristo sempre será prejudicando em ensinar a outros o evangelho que ele não aprendeu. Deus disse que devemos estar prontos a dar uma resposta àqueles que buscam um motivo para nossa esperança (1 Pedro 3:15). Podemos? Crescemos como devemos? Se não, por que não começar agora?

Autor: Dan S. Shipley