A Linguagem Simbólica das Escrituras

1 Cor 10.1-6;11


A linguagem simbólica, na Bíblia, tem a função didática: é utilizada para tornar mais claro o significado de uma expressão. Através de coisas materiais, do nosso cotidiano, podemos conhecer, em figuras, verdades espirituais mais profundas. A Bíblia emprega uma linguagem simbólica, muitas vezes, para apresentar a si mesma, para que, por meios dos símbolos, possamos conhecer melhor o efeito da leitura do texto sagrado, em nossas vidas.

a) Espelho

Um destes símbolos é apresentado pelo apóstolo Tiago: “Porque, se alguém é ouvinte da palavra, e não cumpridor, é semelhante ao homem que contempla ao espelho o seu rosto natural; Porque se contempla a si mesmo, e vai-se, e logo se esquece de como era” (Tg 1.23,24).

Tiago esta querendo nos apresentar o poder revelador da Palavra de Deus. Ele queria nos mostrar como a Bíblia é eficaz em mostrar quem somos, e como estamos, a fim de que possamos buscar um aperfeiçoamento, através da correção dos nossos atos e atitudes, conforme a orientação bíblica. Por esta razão, compara a Bíblia a um espelho.

A utilidade do espelho

Pensemos na utilidade de um espelho, e o quanto ele faz parte da nossa vida. Levantamos pela manhã e quem é a primeira imagem que procuramos? O espelho! Ou melhor, a nossa imagem refletida no espelho. Imagine um adolescente, em cuja face começam a sair espinhas. Quantas vezes, por dia, ele olha-se no espelho? E a mocinha arrumando-se para encontrar-se com o namorado? E a irmã aprontando-se para uma festa de casamento? E o senhor, cuja cabeça começa a branquear e as rugas começam a aparecer? Quantas vezes por dia, ou por hora, eles consultam o espelho?

Como podemos avaliar a nossa aparência, sem o espelho? Como saberemos se estamos adequadamente vestidos, ou se a roupa está combinando com os acessórios? De que maneira poderemos verificar se estamos bem penteados ou se o cabelo está bem dividido ou a gravata não está torta? Como podemos identificar se limpamos completamente o rosto ou se não ficou algo sujo na boca, no rosto ou nos dentes, se não consultarmos o espelho?

E como que regularidade o consultamos? Será que uma rápida olhada no espelho, só de passagem, para uma consulta ligeira, uma vez por semana, é suficiente? Se nos olhamos demoradamente pela manhã, ao nos vestirmos, isso já será suficiente pelo resto do dia? Ou nos miramos no espelho todas as vezes que achamos que algo está fora de lugar? Quem resiste ao apelo de uma verificação do seu visual, sempre que se depara com um espelho?

O uso do “espelho” espiritual

Precisamos, de igual modo, de avaliarmos a nossa “aparência espiritual” constantemente, através da Bíblia Sagrada. Uma olhada rápida no texto áureo da lição dominical não é suficiente; somente a leitura “oficial” que fazemos nos cultos, também não. Sendo a Bíblia um espelho, e tendo, cada um de nós, a necessidade de verificar a nossa situação, para corrigirmos os nossos “desvios de rota”, precisamos consultar o nosso “espelho divino” diariamente, constantemente.

Somente através desta leitura cotidiana da Bíblia e da aplicação diária de suas verdades em nossas vidas poderemos identificar as nossas falhas e debilidades e, assim, buscar a ajuda do Senhor para corrigirmos a nossa atitude diante dele. Sem isto, vamos viver sem saber se estamos agradando a Deus, ou se o desagradamos.

b) Alimento

O profeta Jeremias faz uma declaração simbólica a respeito da Palavra de Deus, dizendo: “Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome me chamo, ó SENHOR, Deus dos Exércitos” (Jr 15.16). Há um símbolo semelhante no livro do Apocalipse, quando o anjo dá um livro ao apóstolo e ele o come, e é doce à sua boca, mas torna-se amargo no ventre (Ap 10.8-10).

Porque nos alimentamos?

Há pelo menos duas realidades que envolvem a degustação de alimentos: prazer e nutrição. Prazer é o deleite que é produzido ao saborear um delicioso alimento. Diz respeito à sensação agradável provocada pela ingestão de guloseimas e outras iguarias. Nutrição diz respeito ao valor nutritivo dos alimentos. São os ingredientes necessários à manutenção da vida do corpo e que nos dão sustento e saúde.

Prazer

São muitos os cursos e as técnicas utilizadas para extrair os melhores sabores dos alimentos, com a finalidade de preparar os melhores pratos, para atrair os amantes da boa culinária. Cozinheiros famosos fazem sucesso pela capacidade de preparar as melhores iguarias. Isto tudo pelo grande prazer de degustar um bom alimento. Dois sentidos do corpo humano são utilizados neste processo: o olfato identifica o cheiro dos alimentos e o paladar o sabor. Juntos, enviam ao cérebro os impulsos que identificam o aroma e o sabor.

Imagine aquele prato especial que a mamãe prepara e que tanto nos agrada! O simples fato de trazê-lo à memória nos causa uma sensação de desejo e salivação. Quando sentimos o agradável odor que ele exala e percebemos o sabor prazenteiro que possui, comemos com muita satisfação e alegria. A sensação de gozo é que nos leva a querer repetir o processo. Razão pela qual sempre aceitamos o convite para degustar aquele prato.

Como é triste uma pessoa que perdeu o paladar ou o olfato, e não consegue mais sentir o cheiro e saborear o gosto dos alimentos. Quase sempre, quando sentimos fastio e perdemos o prazer pela comida, isto está associado a uma doença ou mal-estar. Pode ser uma gripe forte, que afeta o olfato, ou alguma inflamação ou reação alérgica, que altere o sabor dos alimentos à nossa boca, e que nos faz perder o prazer de degustá-los.

A leitura da Palavra de Deus deve produzir também uma sensação agradável ao nosso espírito. O salmista declara, a respeito do homem bem-aventurado no Salmo 1: "...tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite" (v.2). O salmista também afirma: “Venham sobre mim as tuas misericórdias, para que viva, pois a tua lei é a minha delícia” (Sl 119.77). Ele não está falando que lê a Bíblia porque está sendo obrigado por alguém ou pela exigência do cargo ou compromisso, mas de um leitor movido pelo prazer da leitura da Palavra de Deus.

Nutrição

A outra realidade envolvida no alimento é a nutrição. Tratam-se dos nutrientes, fornecidos pelos alimentos que são fundamentais para a realização das funções vitais de cada ser vivo. Com uma boa alimentação, através de uma dieta balanceada, podemos fornecer às células do corpo não só a quantidade como também a variedade adequada de substâncias importantes para seu bom funcionamento. Às vezes, comemos um alimento que não é tão saboroso, mas sabemos que é necessário, pelo seu valor nutricional.

A Palavra de Deus é o alimento que vai fornecer à alma os “nutrientes espirituais” necessários para dar força e robustez à vida espiritual. Falando sobre a necessidade de alimento espiritual de cada um de nós, Jesus falou: "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus" (Mt 4.4). Ele também nos incentivou a trabalhar “pela comida que permanece para a vida eterna” (Jo 6.27).

Estes dois fatores se completam, no tocante à degustação dos alimentos: quando somos atraídos pelo prazer, ingerimos o alimento que nos fornece a nutrição. Isto nos dará a saúde para continuarmos com os sentidos funcionando, o que fará com que o desejo de alimentar-se não deixe de existir. Prazer e nutrição; vontade e necessidade. É um ciclo maravilhoso, responsável pela manutenção da vida.

O fastio espiritual

Se não temos prazer na leitura constante da Bíblia Sagrada, e sentimos um “fastio espiritual”, certamente temos alguma dificuldade. Uma pessoa pode não desejar comer um alimento, em geral, por duas razões: não conhece o sabor ou valor do alimento, pelo fato de nunca tê-lo provado, ou está com algum problema, que muda o sabor do alimento ou provoca fastio. Em ambos os casos, só há um remédio: ler a Bíblia. Quanto mais ler, mais conhecerá as riquezas deste tesouro e mais terá desejo de descobrir este sabor.

Por outro lado, a leitura da Bíblia fornecerá o vigor espiritual que necessita para manter um bom desenvolvimento espiritual, a fim de ter saúde para resistir aos ataques espirituais que querem debilitar o espírito e alquebrar a alma, provocando uma fragilidade diante das tentações.

Há, porém, uma grande diferença entre o alimento espiritual e o material: o alimento material produz saciedade, quando ingerido na quantidade certa, e pode provocar problemas, se ingerido em demasia. O alimento espiritual, entretanto, não possui nenhuma contra-indicação e nunca nos sentimos saciados suficientemente, porque quanto mais o buscamos, mais sentimos fome de Deus.

c) Água

A água é o composto químico mais abundante da Terra e é um elemento fundamental na constituição do corpo humano, sendo também fundamental para todas as formas de vida existentes. Sem ela não haveria vida e as dificuldades de se obter água potável para toda a população mundial tem sido uma grande preocupação para as autoridades, pois milhares de pessoas estão morrendo, a cada ano, principalmente crianças, por falta de água ou por doenças causadas pela ausência de água pura.

Limpeza e higiene

A água é também o principal elemento para a limpeza e higiene. Nada como um bom banho para eliminar toda a sujeira do nosso corpo. No banho, é importante o uso do sabonete, do shampoo, e de outros produtos de limpeza, mas nenhum deles pode substituir, de forma eficaz, a água. Por ter a capacidade de dissolver a maioria das substâncias que existem, a água é considerada um solvente universal.

Na Bíblia Sagrada temos várias referências importantes à água e algumas delas mostram porque ela é comparada à Palavra de Deus. O apóstolo Paulo escreveu aos crentes da cidade de Éfeso: “Vós, maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela, para a santificar, purificando-a com a lavagem da água, pela palavra, para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível” (Ef 5.25-27 – ênfase minha).

O apóstolo estava dizendo que, assim como a água é importante para a saúde e higiene do corpo, a Bíblia é importante para a saúde e higiene do espírito. Ele fala sobre a santificação: o processo de aperfeiçoamento da vida espiritual de cada crente, que é efetuado pelo Espírito Santo, através da leitura da Bíblia. A palavra de Deus é o elemento santificador, através do qual o Espírito Santo estará trabalhando em nós. Por esta razão, Jesus orou, dizendo: “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade” (Jo 17.17).

O mundo em que vivemos está infestado de pecado. A luxúria e a impureza sexual estão presentes na mídia, permanentemente; a violência campeia em todos os lugares; guerras e inimizades são constantes no relacionamento entre as pessoas; a intolerância e animosidade estão se tornando o padrão, na relação interpessoal; a desonestidade e a corrupção viraram modelo dos que estão em evidência. Vivemos em um mundo cada vez mais pecador e estamos sujeitos a sermos influenciados por ele.

Quando lemos o jornal, ou assistimos à televisão; quando caminhamos pelas ruas, ouvindo as conversas, lendo os out-doors, vendo as revistas e relacionando-nos com as pessoas, podemos perceber a influência que o pecado quer exercer sobre a nossa vida.

Limpeza espiritual

Quando, porém, lemos a palavra de Deus, a nossa alma pode ser limpa de toda essa ação mundana e, ao invés de sermos influenciados pelo mundo, podemos influenciá-lo através da nossa vida pautada pela Bíblia Sagrada. Por isto o apóstolo Tiago recomenda-nos: “Pelo que, rejeitando toda imundícia e acúmulo de malícia, recebei com mansidão a palavra em vós enxertada, a qual pode salvar a vossa alma” (Tg 1.21 – ênfase minha). Da mesma forma que você tem a necessidade de limpar o seu corpo todo dia, também a nossa alma e espírito têm necessidade de limpeza diária. E isto se dá com a leitura da palavra de Deus e sua meditação. Aprendamos o exemplo do salmista e façamos das suas palavras a nossa oração: “Oh! Quanto amo a tua lei! É a minha meditação em todo o dia!” (Sl 119.97).

De igual modo, assim como o corpo não sobrevive sem água, o espírito necessita do poder do Espírito Santo para continuar saudável. Falando sobre a vida espiritual de cada pessoa, Jesus afirmou: “Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre” (Jo 7.37,38). Ele disse também à mulher samaritana: “aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água que salte para a vida eterna” (Jo 4.14).

Leia a Bíblia para ter vida, saúde e higiene espiritual. Assim como as pessoas não gostam de estar ao lado de alguém que não toma banho, por causa do mau cheiro que exala, a nossa necessidade de limpeza espiritual também pode ser notada, porque “cheira mal às narinas de Deus” e de seus santos. É isto que faz a diferença entre o crente que é espiritual e o que é carnal.

d) Luz

Ao falar sobre Deus, a Bíblia declara que “Deus é luz, e não há nele treva nenhuma” (1Jo 1.5). Este paralelismo é encontrado em toda a Bíblia: luz contrapondo-se a trevas. O apóstolo Paulo declara que “Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor” (Cl 1.13) e que agora somos “filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas” (1Ts 5.5). Para deixar clara a oposição da luz às trevas, ele pergunta: “que comunhão tem a luz com as trevas?” (2Co 6.14). Por esta razão, nos convida: “noutro tempo, éreis trevas, mas, agora, sois luz no Senhor; andai como filhos da luz” (Ef 5.8). O apóstolo Pedro também nos diz que Jesus nos “chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2.9).

Aquele, portanto, que anda distante de Deus e não conhece a verdade, anda em trevas. O apóstolo João afirma que alguém que diz estar na luz, mas não pratica aquilo que Deus ordenou, é mentiroso e, na verdade, anda em trevas (1Jo 1.6; 2.9,11). Ele diz isto para entendermos que só é possível enxergar a luz da verdade através dos mandamentos divinos, que são a verdadeira luz que alumia (1Jo 2.8). O que está em trevas só enxergará a realidade se houver luz sobre si. E a luz que dissipa as trevas da mentira é a Palavra de Deus, que é a verdade.

O salmista afirmou, sobre a Bíblia Sagrada: “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119.105). O escritor do livro dos Provérbios também afirmou: “Porque o mandamento é uma lâmpada, e a lei, uma luz, e as repreensões da correção são o caminho da vida” (Pv 6.23). Falando sobre a capacidade de iluminação que as Escrituras Sagradas possuem, disse o salmista: “o mandamento do SENHOR é puro e alumia os olhos” (Sl 19.8). O apóstolo Pedro afirmou que a palavra dos profetas é “como a uma luz que alumia em lugar escuro” (2Pe 1.19).

Luz e liberdade

As pessoas que vivem na escuridão, não tendo a capacidade de enxergar o que está o seu redor, não possuem a liberdade de movimento e estão limitadas ao que está próximo. Não há a possibilidade de correr, de arremessar objetos à distância, de dirigir um meio de transporte, por exemplo. Os que conseguem enxergar mas não possuem conhecimento para interpretar símbolos também estão obscurecidos pela ignorância, vendo os símbolos, mas desconhecendo o significado. É assim, por exemplo, aquele que desconhece o alfabeto: enxerga, mas não interpreta. Há uma antiga fábula a respeito de seis hindus que tocavam um elefante. Um cego tocou o lado do corpo do elefante e pensou que era um muro. Outro cego tocou a orelha do elefante e imaginou que era uma grande folha de árvore. Outro segurou uma das pernas do elefante e pensou que fosse o tronco de uma árvore. Outro ainda segurou a tromba do elefante e afirmou que era uma cobra. Outro cego tocou uma das presas de marfim e pensou que se tratava de uma lança. Finalmente, outro cego tomou a cauda do elefante nas mãos e julgou estar segurando uma corda. Eles estavam tocando a mesma realidade, mas compreendiam-na de maneiras diferentes, porque não tinham a conhecimento do todo.

O homem que não conhece a Deus está aprisionado pelas trevas espirituais, precisando ser iluminado pela Palavra de Deus, para romper com a prisão. Daí porque Jesus afirmou: “conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (Jo 8.32).

Na idade média, quando o mundo estava imerso nas trevas da falta de conhecimento, em uma época de retrocesso do pensamento, de atraso intelectual, científico e cultural, quando a feitiçaria e a superstição dominava a razão, Deus levantou Martinho Lutero, para promover a Reforma Protestante, enfatizando a verdade das Escrituras e traduzindo a Bíblia para a língua do povo, para que todos tivessem acesso ao texto bíblico, tirando, assim, o povo do obscurantismo espiritual e religioso que os dominava.

É o conhecimento da Palavra de Deus que faz com que a luz do evangelho resplandeça sobre os que andam em trevas, porque não conhecem a Deus, pois, como disse o salmista: “a exposição das tuas palavras dá luz e dá entendimento aos símplices” (Sl 119.130).

e) Espada

A espada é uma arma mortal e muito perigosa. Ela serve como instrumento de ataque e de defesa, e pode ser utilizada para tirar ou preservar a vida. Mesmo sendo uma arma antiga, utilizada há muitos séculos, ainda é eficaz no combate corporal, por ser rápida e silenciosa.

Na linguagem simbólica utilizada pela Bíblia Sagrada, a espada está associada, algumas vezes, com a boca, para fazer referência à palavra falada. O profeta Isaías afirmou: “fez a minha boca como uma espada aguda” (Is 49.2). A descrição que João faz de Jesus, no apocalipse, diz que “da sua boca saía uma aguda espada de dois fios” (Ap 1.16). À igreja em Pérgamo, o Senhor adverte: “arrepende-te, pois; quando não, em breve virei a ti e contra eles batalharei com a espada da minha boca” (Ap 2.16). E na grande batalha do Armagedom, o Senhor dos senhores, marcha triunfante sobre um cavalo branco e a sua vitória é assim descrita: “os demais foram mortos com a espada que saía da boca do que estava assentado sobre o cavalo, e todas as aves se fartaram das suas carnes” (Ap 19.21).

Para falar do poder da Bíblia Sagrada, como arma utilizada nos embates espirituais, o apóstolo Paulo nos recomenda: “tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus” (Ef 6.17). Ela é a principal arma da “armadura espiritual” do cristão. E para exemplificar o poder de penetração que ela possui, o escritor aos Hebreus, declara: “porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até à divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração” (Hb 4.12).

A utilização eficiente da espada, como arma, entretanto, depende da habilidade daquele que a manuseia. Uma boa arma na mão de um soldado despreparado é totalmente inútil. É por esta razão que o apóstolo Paulo recomendou ao jovem obreiro Timóteo: “procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (2Tm 2.15). O Espírito Santo é o instrutor, que nos orienta no uso da espada, mas se faz necessário o contato e manuseio constante com a Bíblia Sagrada, para sermos hábeis em utilizá-la, para enfrentar a batalha contra os falsos ensinos da mentira e do engano, a fim de proteger a igreja das heresias e combater os inimigos da verdade.

Bibliografia

GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. São Paulo, Vida Nova: 1999, 1ª edição.
DUFFIELD, Guy P., VAN CLEAVE, Nathaniel M. Fundamentos da Teologia Pentecostal. Vol 1. São Paulo: Quadrangular, 2000.

Autor: Márcio Klauber Maia


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