Brasil Guerra Não Declarada

 
Muitos brasileiros ficam condoídos com a morte de meia dúzia de iraquianos, ou a morte de cem palestinos em alguns anos de ações beligerantes naquele território.
 
Nada de mais nisso, pois nossa consciência cristã rejeita qualquer tipo de violência, ainda que praticada num país distante.
 
Todavia, idêntica condolência deveríamos manifestar diante de milhares de corpos de brasileiros que tombam em nosso solo, vítimas de variados métodos de violência.
 
Leiam: “De acordo com dados da Organização das Nações Unidas (ONU), no Brasil, o risco de uma pessoa ser atingida por um tiro é quatro vezes maior do que a média dos demais países. Segundo a ONU, apesar de não estar em guerra, o Brasil é o lugar onde mais se morre por arma de fogo. Com apenas 2,8% da população mundial, o País responde por cerca de 11% dos homicídios por arma de fogo no mundo. Em 2002, foram cerca de 40 mil brasileiros assassinados por arma de fogo” (Jornal O Povo, Fortaleza – CE, 27.03.05).
 
Acrescentemos 50.000 mortes anuais por acidentes no trânsito, a maioria decorrente do uso de bebidas alcoólicas e outros tipos de droga; mais UM MILHÃO de crianças mortas a cada ano em abortos clandestinos. Esse número poderá chegar a 1.400.000: “Aplicando-se para os dados brasileiros do ano 2000 a metodologia proposta pelo Instituto Alan Guttmacher para a estimativa do número de abortos clandestinos, o resultado indicaria um total de abortos clandestinos que poderia variar de 750 mil a 1 milhão e 400 mil, considerando-se apenas os dados de internação do Sistema Único de Saúde (SUS).
 
Considerados apenas esses casos, temos um quadro de violência aterrorizante. A hipocrisia está no fato de que a mesma mãe que derrama sentidas lágrimas pela morte de uma criança faminta, na África, é a mesma que, sem problema de consciência e sem lágrimas, permite o assassinato do filho no seu ventre.
 
Há muitos e muitos anos a situação é a mesma. A nossa bandeira está banhada de sangue. O desarmamento da população, como está sendo proposto, reverterá essa situação? A distribuição de milhões de camisinhas e a legalização do aborto mudarão esse quadro de violência contra a infância?
 
Sou pessimista quanto aos resultados de tais providências. Os homens irão de mal a pior em suas iniqüidades: “Por se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos esfriará. Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco há de haver” (Mt 24.12,21).
 
A esperança de que todo esse sofrimento termine está nas benditas palavras de Jesus:
“Então, aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem; e todas as tribos da terra se lamentarão e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória. E Ele enviará os seus anjos com rijo clamor de trombetas, os quais ajuntarão os seus escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus” (vv. 30-31).
 
Autor: Pr. Airton Evangelista da Costa


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