Reflexão A Felicidade dos Justos


Muito além das posses, prazeres e status.

O que você mais quer na vida? Dinheiro, casa, carro, casamento, sexo, poder, fama? Talvez queira tudo isso e muito mais. Todos correm atrás de tantas coisas, mas o que procuram mesmo é a felicidade. Nós lhe damos apelidos, chamando-a de várias “coisas”.

Confundimos felicidade com posses, prazeres e status. Então, corremos para ter, sentir e estar. Muitos, depois de alcançarem o que almejavam, descobrem que a felicidade não estava ali. Imediatamente, desvalorizam o que conseguiram e se lançam atrás de outro alvo: outra casa, outro carro, outro casamento etc, e se justificam dizendo: “Eu mereço ser feliz”.

O cristão pode ter muitas coisas na vida, mas não pode ser dominado por elas, no sentindo de pensar que ali reside sua felicidade. Todos nós queremos ser felizes, mas esta não é a prioridade do cristão. Nosso alvo maior deve ser fazer a vontade de Deus, ainda que ela inclua algum tipo de renúncia, dor ou sofrimento. Somos servos de Deus e o servo existe para servir e não para ser feliz. Nesta afirmação encontra-se a grande diferença entre cristianismo e mundanismo.

Quem coloca a própria felicidade como prioridade máxima pode se ver no direito de eliminar todo incômodo, desconforto e sofrimento em seu caminho. Então, os compromissos e deveres podem lhe parecer estorvos. Até as outras pessoas, mesmo os familiares mais íntimos, podem parecer empecilhos no caminho da felicidade, devendo ser, de acordo com essa visão distorcida, removidos ou eliminados. Os resultados são inimizades, abandonos, traições, adultérios, divórcios e homicídios. Muitos abortos, por exemplo, são atos de pessoas egoístas cuja pretensa felicidade pessoal parece ameaçada por um pequeno ser que ainda não nasceu. Confundindo felicidade com prazer, muitos se entregam aos vícios, numa busca sem limites e, além de não encontrarem o que procuravam, encerram suas vidas antes do tempo.

Não estamos pregando o ascetismo. Alguns prazeres são legítimos e devem ser desfrutados, conforme lemos em Eclesiastes (5.18; 9.9), mas precisamos tomar cuidado com as distorções e excessos, conforme lemos em Provérbios (24.13; 25.16,17). As tentações são, quase sempre, ofertas de um prazer adicional, porém ilegal ou imoral (Pv.7.6-23). A bíblia nos ensina a moderação e a renúncia, começando no capítulo 2 de Gênesis. Deus permitiu que Adão e Eva comessem de todos os frutos do Éden, exceto um, da árvore do conhecimento do bem e do mal. Começou ali um conflito entre o prazer e o dever. A escolha errada produziu o pecado.

Começamos a corrigir nosso rumo quando percebemos que a felicidade vai muito além dos prazeres imediatos, pois inclui também os deveres, cujos resultados, ainda que demorados, serão efetivas realizações.

O cristão não pode ser dominado pelos prazeres carnais. Por isso existe o jejum e a castidade, para que o espírito domine o corpo. No salmo 1, lemos que o justo tem o seu prazer na lei do Senhor, e nela medita de dia e de noite. O cristão tem prazer na palavra e na presença de Deus. Nossa felicidade não está nas coisas materiais, mas na paz, no amor e na justiça Nosso maior exemplo é o Senhor Jesus. Ele não viveu em função de posses, prazeres e status, pois nada disso combina com a cruz. Ele usou as coisas deste mundo, sem excessos, mas deixou todas para trás quando foi levantado no madeiro. Entretanto, Cristo foi o homem mais feliz de todos os tempos, porque, tendo cumprido toda a vontade do Pai, ressuscitou e entrou na glória celestial. O propósito do Pai para nós é o mesmo: que façamos hoje a sua vontade e vivamos com ele para sempre. Esta é a verdadeira e eterna felicidade.

| Autor: Pr. Anísio Renato de Andrade | Divulgação: EstudosGospel.Com.BR |


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